Aula de projeto: Clínica Muricy, em São Paulo

Aula de projeto: Clínica Muricy, em São Paulo

Boa parte do que conhecemos como Escola Paulista de Arquitetura caracterizou-se por residências paulistanas localizadas em bairros de baixa densidade como Pacaembu, Morumbi, Alto de Pinheiros, entre outros. Hoje, ainda que as preocupações dos arquitetos venham recaindo sobre grandes temas sociais e coletivos em busca de maiores adensamentos e compactação das cidades, a casa e outras pequenas edificações permanecem como referências para experimentação e valorização das práticas de projeto com ênfase na construção de valorosos posicionamentos estéticos. Com a evolução da cidade e novas formas de ocupação confirmadas por transformações na legislação de uso e ocupação do solo, bairros como Alto de Pinheiros, com baixa densidade, ruas arborizadas e ajardinadas, além de arsenal substantivo de obras modernas predominantemente residenciais, vêm transformando seus usos sem perder suas principais características físicas,  identificadas por pequenas edificações autônomas que conservam em suas linhas muitos dos princípios da arquitetura moderna, das estratégias compositivas e de experimentações materiais relevantes.

Surge assim, na Avenida Pedroso de Moraes, a Clínica Muricy, cujo programa é focado em tratamentos capilares e procedimentos estéticos de alto desempenho. Na perspectiva da construção da paisagem – uma das principais dimensões públicas da arquitetura – os elementos inseridos pós-concretagem são simples  e preservam a plasticidade definida pela estrutura. O branco dos painéis rebate-se no piso de pedras portuguesas também brancas e nas esquadrias da mesma cor do delicado muro/portão em alumínio anodizado branco com fechamento de vidro junto ao passeio.

A seguir os principais pontos do projeto.

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Em detalhes: Casa Merello, do WMR Arquitectos, Chile

Em detalhes: Casa Merello, do WMR Arquitectos, Chile

IMPLANTAÇÃO E CLIMA
A Casa Merello é uma residência à beira-mar em uma área de poucas ocupações, no vilarejo de Pichilemu, da região de Coquimbo, no Chile. A paisagem do entorno tem relevo natural de inclinação leve do nível do mar e ao longo do terreno. O chão rochoso e pedregoso apresenta vegetação escassa e rasteira, típica de deserto, com cactos e pequenos arbustos, dos quais o paisagismo da edificação tirou proveito com aplicação na cobertura e no jardim fronteiriço à praia.

A região tem ventos sul predominantes e é suscetível a tsunamis. As ondas gigantes levam à constante presença de surfistas que participam do ranking mundial, Big Wave Surfing League, como é o caso do proprietário da residência em estudo. A caracterização do clima da região indica um regime mediterrâneo, com invernos chuvosos e o restante do ano bastante seco. Os ventos são comuns o ano inteiro, sendo predominantemente sul (SSW) e noroeste (NW), com velocidades críticas e até perigosas. É comum a presença de neblina costeira. As temperaturas não costumam baixar de 0ºC. As faces norte e sul são respectivamente tratadas com fechamento de madeira (brises verticais) e de vidro fixo. Limita-se, assim, a vulnerabilidade dos ambientes quanto ao posicionamento do sol durante o ano e quanto ao regime de ventos.

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Em detalhes: Edifício 1232, de Arquea Arquitetos em Curitiba

Em detalhes: Edifício 1232, de Arquea Arquitetos em Curitiba

CONDICIONANTES E LIMITES FORMAIS

Os objetivos projetuais de um pequeno empreendimento que fosse aconchegante, instigante e que pudesse se destacar pela proporcionalidade da forma e simplicidade arquitetônica foram adotados para a obra do Edifício 1232 do escritório Arquea Arquitetos. A diretriz de se construir de maneira mais gentil, aproximando a vida do prédio e a da cidade por meio da arquitetura também se fez presente.

O edifício resulta dos limites formais de um terreno que está em uma área bem valorizada da cidade, sob zoneamento ZR4. No local, são permitidos apenas empreendimentos residenciais, com coeficiente de aproveitamento máximo de 2 e taxa de ocupação com limite de 50%. Varandas de até 6 m² por unidade não entram no cálculo da taxa de ocupação nem no coeficiente de aproveitamento. Há ainda a exigência de recuo frontal de 5 m e altura menor ou igual a 10 m.

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