Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo

Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo

A inclusão de paredes verdes na edificação é uma forma de trazer a natureza às grandes cidades que atualmente concentram muitos edifícios e poucas áreas verdes. Este artigo visa incentivar a utilização de jardins verticais externos e fachadas verdes em grandes centros urbanos como forma de melhorar a qualidade de vida da população e tem base em uma pesquisa, realizada em 2016, que analisou as diversas soluções de inclusão do verde em edificações residenciais e comerciais de oito projetos internacionais, oito projetos em São Paulo (SP) e um projeto de retrofit verde no Rio de Janeiro (RJ). O levantamento considerou todas as tipologias em paredes cegas e próximas às aberturas das edificações, fez a comparação entre as principais tipologias de paredes verdes e suas características foram avaliadas quanto ao desempenho. O trabalho também incluiu sete entrevistas junto a profissionais da área que atuam na capital paulista.

INTRODUÇÃO

As paredes verdes (green walls) dividem-se em Jardins Verticais ou Paredes Vivas (living walls) e Fachadas Verdes (green facades). (MANSO; CASTRO-GOMES, 2015).

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Cobertura translúcida sobre estrutura de aço revela as mudanças de cor do céu durante o dia e o projeto de luminotécnica à noite

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Típico terraço de cobertura de edifício residencial em São Paulo, o espaço que recebeu área gourmet e repaginação da piscina fica no bairro de Moema. Sem muitas possibilidades de uso, a área de 80 metros quadrados não tinha cobertura. O desafio colocado aos profissionais da Macro Arquitetos era o de transformar aquele grande vazio num espaço de permanência agradável, com área de churrasqueira. “O espaço inicial era um terraço vazio com piscina, exatamente como a construtora havia entregue, sem muitas possibilidades de uso, pois não havia cobertura e nem área de churrasqueira. A solicitação do cliente foi ter um espaço para receber amigos à noite e aos finais de semana, com uma pegada descontraída e contemporânea que tivesse elementos rústicos e aconchegantes. As exigências eram ter um espaço coberto para proteger da chuva e vento, mas que mantivesse a iluminação e a vista privilegiada da cobertura”, conta Carlos Duarte, responsável pelo projeto.

Para atender as necessidades dos clientes, a solução foi determinar uma área a ser coberta para receber a cozinha, a churrasqueira e o estar. A estrutura adotada foi de aço com acabamento corten com vedação de vidro, com aplicação de película para proteger do sol. Para criar barreiras para o vento foram desenhadas janelas laterais com possibilidade de abertura total. “Além do fechamento lateral, adotamos como uma exigência estrutural e de conforto pontos de abertura permanentes superiores, entre o fechamento lateral e a cobertura, para garantir a ventilação do local independentemente do fechamento lateral de vidro que estivesse sendo utilizado”, explica Duarte.

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No coração da capital paulista, projeto de Carmem Avila renova imóvel no centro antigo e usufrui da infraestrutura local com modernidade

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Uma oportunidade de negócio foi o fator decisivo para a escolha do cliente pelo imóvel localizado na rua Barão de Itapetininga, próximo à praça da República, no centro de São Paulo. Servida por uma série de benefícios e o melhor da infraestrutura da metrópole, a região rica em transporte e edifícios icônicos parecia ideal para a nova sede do escritório, que antes ocupava espaço bem menor em um bairro vizinho. “Para o cliente, era fundamental que as facilidades do centro antigo estivessem conciliadas a um espaço moderno e equipado com sistemas contemporâneos de climatização e luminotécnica”, explica Carmem Avila.

A sala original era um grande espaço livre, sem paredes ou instalações hidráulicas. O edifício é composto por duas unidades de escritório por andar, sendo que, no hall dos elevadores, existem dois pequenos banheiros que seriam originalmente destinados ao uso coletivo das salas do mesmo piso. “Desde o primeiro briefing, o cliente foi bastante incisivo na necessidade de criar um espaço interno do escritório que fosse autossuficiente. Dentro da unidade deveria haver lavabos e um café. Ele queria não depender do uso coletivo dos pequenos e tímidos banheiros pré-existentes”, explica Ávila.

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Residência de descanso em Itatiba, interior de São Paulo, aproveita topografia do lote em proposta geométrica de implantação e projeto que privilegia a entrada da iluminação natural

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A cobertura de madeira sobre o volume que integra estar e uma ampla cozinha americana parece flutuar sobre as paredes brancas. As tesouras de madeira, no perímetro da construção fechadas com vidro, tocam a superfície dos planos verticais em pontos específicos e são as responsáveis pela leveza da estrutura. A caixilharia branca de perfis esguios se abre para o verde do lote em desnível, localizado no interior de São Paulo, em Itatiba, no chamado Circuito das Frutas.

A residência foi construída para um casal na faixa de 60 anos, com filhos grandes. Na maior parte das vezes, é utilizada somente nos finais de semana, apenas pelo casal. “Os clientes queriam uma casa térrea, onde os quartos fossem integrados com a área externa, mas que tivesse certo respiro em relação à área social da casa”, conta Felipe Rassini, autor do projeto.

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Perkins + Will constrói casa em volta de Flamboyant em São Paulo

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A árvore Flamboyant tem origem da África e foi introduzida no Brasil no século 19. Ela se destaca pela beleza das flores vermelhas e apresenta variedades em tons mais claros. Pensando nisso, uma família paulistana contratou o escritório Perkins + Will para construir sua nova casa, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, de forma que o Flamboyant se tornasse a principal personagem do projeto.

O terreno de cerca de 1.000 m² escolhido pelos moradores tinha 50% da área ocupada por um jardim, incluindo a imponente árvore. Por isso, um projeto respeitando todas as condições naturais desse local foi um desafio.

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Hereñu + Ferroni Arquitetos vence concurso para modernização do Museu do Ipiranga, em São Paulo

Hereñu + Ferroni Arquitetos vence concurso para modernização do Museu do Ipiranga, em São Paulo

O escritório Hereñu + Ferroni Arquitetos Ltda foi o vencedor do Concurso Nacional de Arquitetura para o estudo preliminar e futura contratação do projeto de restauração e modernização do Edifício-Monumento do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Museu do Ipiranga, o mais antigo de São Paulo. A competição foi promovida pela Fundação de Apoio à USP (FUSP), em parceria com o Departamento de São Paulo do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/SP) e com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP).

A edificação completou 195 anos no dia 7 de setembro de 2017 e está fechada desde 2013 devido a identificação de risco de queda de parte do forro, resultando em diversas interversões estruturais. O Edifício-Monumento foi projetado no final do século XIX por Tommaso Gaudenzio Bezzi e é tombado pelos órgãos de patrimônio nas instâncias municipal, estadual e federal.

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