Teatro Oficina marca dissolução de limites entre ruína e transformação, entre atores e público e entre rua e palco

Teatro Oficina marca dissolução de limites entre ruína e transformação, entre atores e público e entre rua e palco

A COBERTURA RETRÁTIL DO TEATRO OFICINA

Pensar no Teatro Oficina é confrontar-se com seu duplo significado histórico, de permanência e transformação. É o ensinamento de que o passado avança no tempo na forma de ruínas e vestígios. Roma é um exemplo universal desta teoria. E o que vale para a Cidade Eterna, enquanto macroescala, vale para o Teatro Oficina, enquanto microescala. Das sucessivas construções, demolições e até incêndio, as paredes-limite de tijolos de barro à vista, da década de 1920 e lastreadas de arcos romanos, marcam a permanência sobre a qual se apoia o projeto, democraticamente conduzido por Lina Bo Bardi e Edson Elito durante reuniões ocorridas entre a rua Jaceguay e a Casa de Vidro.

O conceito de rua que fosse palco partiu de um vislumbre do diretor José Celso Martinez Corrêa. Já Edson Elito optou pela demolição de toda a construção remanescente intramuros. Coube à Lina Bo Bardi fazer o croqui da plateia elevada, com balcões sobrepostos, piso de madeira, estrutura e guarda-corpo de tubos de aço desmontáveis.

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