Projeto Moradias Infantis, no Tocantins, e escritório Aleph Zero são premiados pelo RIB

Projeto Moradias Infantis, no Tocantins, e escritório Aleph Zero são premiados pelo RIB

Os arquitetos curitibanos Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes, do escritório Aleph Zero, venceram o RIBA International Emerging Architect, concedido pelo Royal Institute of British Architects (RIBA) para o melhor da arquitetura emergente. O seu projeto Moradas Infantis, no Tocantins, desenvolvido em parceria com o Rosenbaum, também foi um dos 20 ganhadores do RIBA International Prize 2018.

Em 12 anos de existência deste prêmio internacional, é a primeira vez que brasileiros são reconhecidos pelo RIBA. “Ficamos impressionados pela maneira com que os arquitetos adotaram a questão de como a arquitetura pode estimular quem a usa, assim como sua comunidade ao redor, em uma região rica em recursos naturais, mas pobre em oportunidades, educação e recursos econômicos”, comentou Julia Barfield, presidente do Grupo RIBA Awards em nota oficial. Leia mais

Notícias do mundo da arquitetura

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Megacondomínio de uso misto resgata sensação de pertencimento no centro de São Paulo

Inóspito. Assim é hoje o centro de São Paulo. Basta fazer um passeio a pé por ali, num domingo de manhã, para sentir sua aridez: as ruas e as avenidas ficam desertas, sem vida nem alma, se comparadas com o movimento de pessoas que por lá trabalham durante a semana. Daqui a três anos, no entanto, essa situação vai mudar. Prevê-se para 2020 a entrega do Complexo Júlio Prestes 1 , um megacondomínio de uso misto que começou a ser construído em fevereiro na Região da Luz. Cravado no terreno de 18 mil m² que um dia abrigou a antiga Rodoviária de São Paulo, o empreendimento terá 94,6 mil m² de área construída e englobará conjunto habitacional, praça, escola de música, creche e lojas. É esperado na região – batizada de Cracolândia desde o fim da década de 1990 – um impacto positivo. “Temos centros urbanos em esvaziamento habitacional quando a cidade deveria ser uma mescla de trabalho e habitação”, pondera o arquiteto e urbanista Alvaro Puntoni, professor de projeto da FAU-USP.

Puntoni defende que a cidade precisa crescer para dentro, onde já existe infraestrutura – e não para fora. “Programas que criam casas em lugares afastados de centros urbanos acabam formando verdadeiros guetos.”

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