Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), prorrogou até 7 de novembro as inscrições para o concurso público de ideias de urbanismo, paisagismo e arquitetura para o Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza. A competição tem consultoria do Departamento Ceará do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE).

Poderão participar equipes multidisciplinares coordenadas por profissionais de arquitetura e urbanismo com registro regulamentado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) e que residam no Brasil. Os concorrentes deverão apresentar propostas para 17 trechos em áreas degradadas ao longo do Parque Estadual do Cocó, prevendo equipamentos de contemplação, lazer, esporte e educação ambiental. O espaço total tem 1.080,7377 hectares.

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Com experiência de quatro décadas na readequação da arquitetura colonial, Renato Tavolaro mostra como intervir — por meio de releitura do patrimônio histórico ou inserção de elementos contemporâneos — de forma coerente

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Formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie no fim a década de 1970, desde menino Renato Tavolaro se encantou pela estética sui generis do colonial português no Brasil. “Lembro-me, ainda menino, como me espantava com a grandiosidade da arquitetura durante visitas à fazenda com o meu pai”, conta. A carreira iniciada como desenhista, ainda durante a graduação, encontrou caminho na trajetória entre São Paulo e Paraty, celeiro de grande parte da produção de Tavolaro.

Reconhecido pelo estilo e traçado próprios, o arquiteto tem como marca a intervenção consciente, que com maestria vence os desafios da linha tênue da adaptação do colonial aos tempos modernos. O diálogo entre o velho e o novo, para Tavolaro, é primordial. Para isso, avalia com critério o limite da intervenção. A linguagem, a escolha dos materiais e o restauro fiel às origens são alguns dos elementos essenciais à sua arquitetura. Trabalha com a oposição – inserindo elementos completamente “estranhos” à estética original – e a recuperação fiel da planta original. “Assim, deixo claro ao observador o que é intervenção e o que é original”, explica.

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Projeto de revitalização da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, recupera a relação da cidade com a baía, oferecendo um caminho desimpedido aos pedestres e evidenciando obras históricas ao redor

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Como corretamente observado por Rem Koolhaas e Stefano Boeri na publicação Mutations/Multiplicity/Docks in the city, de 2001, o aumento do tráfego marítimo mudou a relação entre portos e cidades históricas, determinando uma perda da identidade generalizada das áreas mais nobres das cidades e das suas frentes marítimas, ocupadas por viadutos e áreas de armazenamento de contêineres dos portos comerciais.

Diante disso, o desenho de waterfronts urbanos, ocupados por complexas infraestruturas portuárias e interditados à fruição pública, foi um dos temas de intervenção urbana mais debatidos nas últimas décadas – principalmente após a recuperação da frente marítima de Barcelona para a Olimpíada de 1992. A intervenção na cidade catalã do Moll de la Fusta, de Manuel de Solà-Morales, foi o projeto gerador de toda uma série de intervenções que caracterizou os waterfronts de outras tantas cidades históricas, de Valência a Palermo, de Gênova a Buenos Aires, até o Rio de Janeiro, com o Porto Maravilha. Leia mais