Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo

Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo

A inclusão de paredes verdes na edificação é uma forma de trazer a natureza às grandes cidades que atualmente concentram muitos edifícios e poucas áreas verdes. Este artigo visa incentivar a utilização de jardins verticais externos e fachadas verdes em grandes centros urbanos como forma de melhorar a qualidade de vida da população e tem base em uma pesquisa, realizada em 2016, que analisou as diversas soluções de inclusão do verde em edificações residenciais e comerciais de oito projetos internacionais, oito projetos em São Paulo (SP) e um projeto de retrofit verde no Rio de Janeiro (RJ). O levantamento considerou todas as tipologias em paredes cegas e próximas às aberturas das edificações, fez a comparação entre as principais tipologias de paredes verdes e suas características foram avaliadas quanto ao desempenho. O trabalho também incluiu sete entrevistas junto a profissionais da área que atuam na capital paulista.

INTRODUÇÃO

As paredes verdes (green walls) dividem-se em Jardins Verticais ou Paredes Vivas (living walls) e Fachadas Verdes (green facades). (MANSO; CASTRO-GOMES, 2015).

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As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

“Uma caixa de sensações e experiências.” É assim que o arquiteto define o projeto que tem a leveza e a transparência de planos equilibrados e a força do concreto como elementos predominantes. “Interiores em proporções variadas são acessados por percursos verticais e horizontais, onde, a cada momento, a geografia interna dos espaços se revela”, descreve Bertoldi. O deslocamento pela atmosfera criada conduz o olhar através de perspectivas e pontos focais. Percepções conectadas à paisagem externa, natural e construída e moduladas pela luz e pela atmosfera, são percebidas por meio do vazio central proposto e pelas grandes esquadrias presentes nas faces menores do prisma concebido.

O PROJETO
A atmosfera se desenvolve, nos seus espaços principais, em torno de um vazio central que intersecciona os três pavimentos. No andar inferior, este vazio dá lugar a um pátio ajardinado com uma forração de maranta-barriga-de-sapo e uma árvore, e conduz a luz e a ventilação naturais para a garagem, acesso diário dos moradores. Esse vazio possibilita a fluidez da circulação pela casa e permite o acesso visual aos outros ambientes da casa. Há ainda outros dois níveis de ajardinamento, (floreira e pátio).

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Editorial: uma questão de tempo

É fato que o caos político e institucional no Brasil continua. Mas o tal “descolamento” entre economia e política parece dar sinais claros de que o país, independentemente do cenário dantesco de Brasília, tem de continuar a crescer. O setor da construção civil talvez tenha sido o mais judiado entre tantos que sofreram os impactos do torvelinho que assolou o país. É alento andar pelas ruas de São Paulo e enxergar os saudosos tapumes de aço cercando glebas para, enfim, erguer-se novos empreendimentos.

Já falei em edições passadas da oportunidade que nós, arquitetos, perdemos na época áurea do crescimento econômico, já há uns bons dez anos. Tivéssemos aproveitado a injecão sem precedentes de recursos no setor, teríamos revolucionado o mundo com novos modelos de arquitetura inteligente, sustentável, social. O bonde passou,perdemos a chance. Fizemos mais do mesmo.

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Inscrições para o Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura se encerram dia 2 de novembro

Inscrições para o Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura se encerram dia 2 de novembro

Estão abertas até a próxima quinta-feira (2) as inscrições para o 5º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável, que visa reconhecer projetos que possuam conforto, inovação e sustentabilidade.

“Os projetos ou edificações devem apresentar atributos de conforto, inovação e sustentabilidade, privilegiando o ser humano e o meio ambiente, inovando na escolha de materiais e nos processos de construção”, comenta o diretor de Marketing Habitat da Saint-Gobain, Paulo Perez.

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Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

O escritório Schmidt Hammer Lassen Architects irá desenvolver no coração de Detroit, nos Estados Unidos, um edifício de uso misto com mais de 480 unidades residenciais, espaços comerciais e áreas públicas. O projeto foi encomendado pela Bedrock Management Service LLC e desenvolvido em parceria com o Neumann Smith, a empresa de engenharia Buro Happold e os arquitetos paisagistas SLA

O Schmidt Hammer Lassen desenvolveu um projeto que interagisse harmoniosamente com a primeira torre de escritórios de arranha-céus de Detroit.

Com praças públicas e espaços verdes, a nova torre terá pé direito alto e pisos largos, proporcionando maior incidência de luz natural em todo o edifício. Uma das grandes preocupações do projeto foi proporcionar espaços públicos com segurança integral na área de 4.400 metros quadrados.

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Empreendimento de programa misto na capital chinesa harmoniza áreas residenciais e comerciais, além de oferecer à cidade um parque público guiado por escolhas sustentáveis

Empreendimento de programa misto na capital chinesa harmoniza áreas residenciais e comerciais, além de oferecer à cidade um parque público guiado por escolhas sustentáveis

No noroeste de Pequim, o distrito de Changping espreme-se entre as lendárias montanhas enevoadas do Parque Nacional de Dayashan e os tentáculos de uma das metrópoles mais poluídas do planeta, cujo centro está a 35 km dali. Ajudar a área a enfrentar positivamente seu crescente desenvolvimento foi a proposta do estúdio anglo-americano Martha Schwartz Partners (MSP), especializado em paisagismo e urbanismo, ao conceber o Beiqijia Technology Business District.

Implantado em um terreno de 60 mil m², o empreendimento de uso misto acomoda, em zonas distintas, um conjunto de edifícios corporativos e um condomínio residencial, ambos com as edificações assinadas pelo escritório de arquitetura global RTKL. No centro, o coração do projeto é um parque destinado não apenas a moradores e funcionários, mas aberto ao público – uma gentileza para a população baseada no conceito de porosidade, segundo o qual a diminuição das barreiras que apartam os espaços privados das áreas comuns é condição básica para o surgimento de cidades mais amigáveis.

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