Integrada com a área da piscina e solta do terreno, casa em Florianópolis privilegia vista do entorno e soluções da arquitetura sustentável

Integrada com a área da piscina e solta do terreno, casa em Florianópolis privilegia vista do entorno e soluções da arquitetura sustentável

Uma residência aberta composta de três volumes prismáticos simples e encaixados, que se desenvolvem ao redor de uma piscina. Assim poderia ser descrita a casa criada pelo escritório Pimont Arquitetura, em Florianópolis (SC), para o cliente que desejava viver em uma construção com atmosfera praiana. A ocupação do terreno em desnível e o partido estrutural que privilegia os grandes vãos favoreceram a integração dos espaços com a área de lazer externa, além da vista do entorno. O projeto também incorpora soluções da arquitetura sustentável, como o teto-verde, sistema de aquecimento solar de água e de captação e uso de águas pluviais.

A entrada acontece por meio de uma passarela de itaúba (madeira densa e resistente), próxima de uma grande árvore com bromélias, que foi mantida no terreno pelo projeto, assim como outras. A passagem suspensa garante acesso dos pedestres ao volume arquitetônico suspenso e solto do terreno. “A implantação tirou partido dos desníveis do terreno para lançar a casa como um volume em balanço sobre a garagem, como se a construção flutuasse sobre aquele espaço”, diz Henrique Pimont, chefe do escritório de arquitetura.

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Sutil jogo entre transparência e opacidade, criteriosa escolha de matérias-primas e volumetria baseada em planos bem demarcados são as apostas preponderantes de residência voltada para o mar no litoral catarinense

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O desejo dos clientes era que os materiais usados na construção desta casa em Itajaí, SC, se apresentassem sem disfarces: “Eles queriam que cada elemento revelasse sua aparência original, com o mínimo possível de revestimentos”, conta o arquiteto Marcos Jobim, sócio do escritório Jobim Carlevaro Arquitetos, de Florianópolis, responsável pela elaboração do projeto. A partir dessa ideia, a proposta pautou-se pela busca de beleza estrutural e pela objetividade do uso de materiais – quase nada além de concreto, vidro e madeira.

Outra solicitação foi que as principais aberturas dos quartos e da sala fossem orientadas para o oceano, a cerca de 600 metros dali. As construções do entorno barram a vista, mas não a brisa do mar, propiciando uma agradável experiência sensorial e ventilação natural. A valorização da face leste, que recebe sol pela manhã, foi a responsável pela conquista de luz e calor na medida exata do conforto.

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Inspirado no modernismo brasileiro, projeto de residência em Melbourne, na Austrália, tem volumetria longitudinal, de blocos sobrepostos, que expõe, em balanço, a bela aparência do concreto

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Melbourne está na mesma faixa de latitude do extremo sul do Brasil, com clima temperado oceânico de temperaturas médias ao longo do ano que ultrapassam os 20° C – e bastante umidade. Tudo muito familiar para nós, brasileiros. Informações relevantes para quem vai projetar uma residência.

O número de dias ensolarados por ali é maior do que os cinzas e nublados, e a cidade fica localizada na grande baía natural de Port Phillip, voltada para o Pacífico Sul. É sol, é mar; é tudo que um bom projeto modernista precisa.

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Paisagem e o pôr do sol são os elementos visuais preponderantes de residência suspensa projetada por Barbara Becker Atelier de Arquitetura em Pato Branco

Paisagem e o pôr do sol são os elementos visuais preponderantes de residência suspensa projetada por Barbara Becker Atelier de Arquitetura em Pato Branco

Os dois volumes suspensos sobre o aclive que a topografia local impõe chamam atenção pelo paralelismo das linhas da fachada – a Mondrian, numa referência subliminar a Ville Savoye (1931) de Le Corbusier – na rua Francisco Xavier, em Pato Branco (PR). Branca e cinza, a edificação foi inaugurada há um ano pelos moradores, um casal com filhos já adultos que havia decidido encerrar suas atividades profissionais para curtir a maturidade. Por essa razão, o projeto arquitetônico coloca em evidência três ambientes: sala, cozinha e sala de jantar. “A casa reflete o estilo de vida contemplativo e de grande atividade social dos clientes. Por estarem em uma nova fase, diferentemente das famílias que estão começando, a casa permitiu uma certa flexibilidade no programa”, pontua a arquiteta curitibana Barbara Becker, autora do projeto.

Com 326 m² de área construída – em um terreno acidentado de 600 m² – a obra foi batizada de Casa da Vista por uma razão “poética”: nos finais da tarde, o pôr do sol invade toda a área social do espaço, convidando habitantes e visitantes à contemplação.

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Casa suspensa tem acesso por passarela e inclinação de pilar obtida por simulação em que galhos e tronco são substituídos por barbantes untados com cola branca

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“… o homem é à medida que habita.”
Martin Heidegger (1889-1976)

Para este projeto da residência Pouso Alto, os arquitetos Newton Massafumi e Tânia Regina Parma, do escritório Gesto Arquitetura, adotaram o conceito de que “as casas devem ser como pássaros pousados na Mata Atlântica”. O pássaro em questão é especial por ser capaz de transformar um recanto da floresta em lugar na medida em que o torna habitável. A postura dos arquitetos se insere em um contexto mais amplo de sustentabilidade, ao construir o lugar fazendo uso de tecnologias de pré-fabricação e técnicas artesanais.

A casa eleva-se do solo por oito pilares centrais de perfil H e seção variável. A estrutura sustenta duas grelhas de vigas metálicas tipo vagão, isto é, vigas tubulares e cabos de aço que correspondem ao piso térreo e à laje de cobertura. Os pilares são contraventados na porção superior por tirantes de aço. Balanços laterais simétricos foram resolvidos com tirantes de aço ancorados às vigas de borda da grelha e ao topo dos pilares.

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Terreno onde havia um sobrado passa a abrigar duas casas geminadas, estruturadas com passarelas cobertas e pátio central

Terreno onde havia um sobrado passa a abrigar duas casas geminadas, estruturadas com passarelas cobertas e pátio central

Um sobrado típico do bairro de Vila Madalena, em São Paulo, cedeu espaço para a construção de duas casas geminadas, em um projeto do escritório Zoom Urbanismo Arquitetura e Design. O desafio foi enfrentar a diminuta dimensão frontal do terreno, de pouco menos de 10 m, particularidade recorrente nos lotes paulistanos. Cada um dos sobrados construídos tem 165 m² de área e um programa de necessidades idêntico, para abrigar dois irmãos – daí a denominação Casas Gêmeas.

O partido adotado consiste na alternância entre áreas livres e corpos edificados, unidos por uma passarela coberta. Apesar de invólucros iguais, algumas demandas específicas dos proprietários se refletiram em pequenas diferenças em planta. Em uma das casas, há uma sala de estar ampla no térreo, espaço contínuo e único. Na outra, logo na entrada e ocupando uma parte do que seria a sala, está o consultório da proprietária, que é psicóloga. As discretas dimensões deste ambiente são compensadas pelo uso da porta de correr, integrando-o à sala e proporcionando melhor luminosidade.

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