Em seu segundo mandato, Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, enfrenta temas polêmicos, como a reserva técnica, e político-culturais, como a lei de licitações

Em seu segundo mandato, Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, enfrenta temas polêmicos, como a reserva técnica, e político-culturais, como a lei de licitações

Recém-empossado para o seu segundo mandato na presidência do CAU/BR – e o segundo, também, desde a implantação do CAU, em 2011 -, o arquiteto Haroldo Pinheiro deve marcar este segundo momento com embates mais polêmicos, como o enfrentamento à chamada reserva técnica e propostas para mudar o atual regime de contratação de obras públicas.

Nos dois casos, uma palavra é recorrente para descrever parte das consequências dessas práticas: corrupção. No caso da reserva técnica, seria uma corrupção entre particulares. Já na contratação de obras públicas, o atual regime de contratação integrada (no qual a empreiteira é responsável tanto pelo projeto completo da obra quanto por sua realização) é também uma das causas dos atuais escândalos envolvendo grandes construtoras. Haroldo Pinheiro formou-se arquiteto em 1980 pela UNB e desde os tempos de estudante já militava por causas políticas e relacionadas à valorização da profissão. “Naquela época era mais difícil militar por qualquer assunto”, lembra. Chegou a sofrer represálias da ditadura, o que o levou a atrasar a conclusão do curso, iniciado na primeira metade da década de 1970. Uma vez formado, trabalhou com João Filgueiras Lima, o Lelé, que está sempre presente no seu discurso como uma de suas principais referências profissionais e pessoais. Leia mais