Notícias do mundo da arquitetura

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Estudantes da PUC Campinas vencem concurso em Veneza

Cinco estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas (SP) venceram em primeiro lugar o concurso da Escola Flutuante de Artesãos  1  (Venice: Artisan School) do distrito de Cannaregio, em Veneza, na Itália. Do traço inicial feito no papel em branco até a conquista do primeiro lugar, Djuly Duarte Valdo, Letícia Sitta, Marina Nallin Violin, Raissa Gattera e Thais de Freitas tiveram como um dos maiores desafios conciliar uma escola enraizada em uma cidade conservadora com a nova geração de artesãos. “Por se tratar de um projeto para Veneza, diversas questões relacionadas ao patrimônio histórico da cidade já estavam implícitas”, relata a estudante Marina Violin.

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Para a ocupação da última grande área livre do seu campus, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) organizou um concurso fechado entre três escritórios convidados. O vencedor foi o paulistano JT Arquitetura, liderado por José Luiz Tabith. O local escolhido teria de comportar um conjunto de edifícios destinado a sediar a Faculdade de Direito, biblioteca central, prédio de ensino multiuso do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA), igreja, restaurante universitário e uma grande caixa d’água escultórica. Após a vitória, o escritório já estava desenvolvendo o projeto preliminar quando surgiram problemas para o licenciamento da área escolhida. Como a solução demoraria algum tempo, a PUC decidiu construir primeiro o prédio da Faculdade de Direito, uma vez que o velho casarão ocupado pela faculdade há vários anos e tombado pelo patrimônio histórico já não comportava a demanda dos alunos. A universidade optou por ocupar um lote menor, com quase 5.000 m², situado entre a Faculdade de Educação Física e suas quadras cobertas de esportes, muito utilizadas pelos alunos.

Diante das especificidades do local e das necessidades programáticas apresentadas pela PUC, o arquiteto Tabith imaginou um projeto que deveria dizer respeito não apenas a um edifício com função específica de ensino, mas que também servisse de equipamento urbano ao campus, como um local agradável de passagens e encontros. “Para tanto, projetamos acessos e percursos nas quatro faces do volume, permitindo diversas formas de transposição pelo edifício, com circulações horizontais e verticais implantadas em torno de uma praça interna descoberta, criada e definida como núcleo da composição”, diz Tabith. Ele acrescenta que o conceito é de justaposição com independência de uso, tanto entre funções quanto entre pavimentos. “O usuário se apropria dos espaços conforme sua necessidade e vontade. A arquitetura proposta permite, ainda, uma integração visual constante, potencializada conforme o espaço é utilizado pelo vazio central”, conclui.

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