Arquitetura e design: o mindset da comunicação digital e a nova forma de encantamento

Arquitetura e design: o mindset da comunicação digital e a nova forma de encantamento

A era digital mudou nosso comportamento social e profissional de maneira inequívoca. E isso tudo aconteceu muito rápido. Encapsulados em um smartphone, nossos amigos, familiares e contatos profissionais são acionados por toque e voz, de qualquer lugar onde haja uma conexão disponível e um plano de dados. Mas, enquanto nos adaptamos, pessoalmente, a essa convergência digital, no campo profissional, muitas áreas do conhecimento e profissões não conseguiram transferir habilidade e negócios para o ambiente online.

É muito comum encontrar arquitetos que estão com imensa dificuldade de se reinventar e encarar os desafios de um mundo em que os clientes são guiados em grande parte por atitudes digitais. Profissões predominantemente analógicas, como a arquitetura, parecem sentir a cada dia a chamada “obsolescência analógica”. Neste meio, ainda há poucas respostas às demandas do mundo digital. A falta de uma cultura de empreendedorismo na formação pesa neste momento em que agilidade e timing são fundamentais para quem quer inovar e fazer diferente.

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Editorial: um retrofit da profissão

Gustavo Curcio

Trabalhar arquitetonicamente a memória tem sido o desafio de muitos arquitetos no Brasil e no exterior. Embora filhos de um país jovem – que tem dificuldade de lidar com um patrimônio “recente” -, temos visto experiências interessantes de intervenções em edifícios históricos. O trabalho do retrofit em escala monumental parece mais óbvio, como é o caso do Auditório Araújo Vianna, que permanece uma obra aberta em solo gaúcho e ilustra as páginas de uma reportagem desta edição.

“Por muito tempo, perdura entre os homens a postura de lidar livremente com os artefatos arquitetônicos do passado, no sentido de adaptá-los às exigências do presente, sem impor qualquer limitação às alterações ou mesmo às demolições.” (Eneida de Almeida*)

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