Escritório Königsberger Vannucchi aposta em transparência para integrar o Sesc à Avenida Paulista, em São Paulo

Escritório Königsberger Vannucchi aposta em transparência para integrar o Sesc à Avenida Paulista, em São Paulo

Após sete anos fechado para reforma, o novo Serviço Social do Comércio (Sesc) Avenida Paulista, em São Paulo, será inaugurado no dia 29 de abril. Com projeto do escritório Königsberger Vannucchi, o prédio foi criado para ser uma extensão da avenida, um território livre onde qualquer um pode entrar e usufruir de determinadas áreas. O prédio original foi projetado por Sérgio Pileggi e Euclides de Oliveira nos anos 70.

Uma das primeiras coisas que se fica clara logo que se olha para o edifício é sua transparência. Com muitos vidros, terraços e áreas abertas, os usuários poderão sempre olhar para a Avenida Paulista e seus arredores, assim como serem visualizados pelo público de fora. Todos os andares, instalações e estruturas foram feitos apoiados no tema “Corpo-Arte-Tecnologia”.

Leia mais

Felipe Hsu e Lucas Bittar projetam o edifício residencial Amoreira, em São Paulo

Felipe Hsu e Lucas Bittar projetam o edifício residencial Amoreira, em São Paulo

Para descrever o que faz o edifício Amoreira se destacar dos demais empreendimentos residenciais da cidade, é necessário falar sobre os limites da arquitetura, onde termina a contribuição dos arquitetos no desenho das cidades e onde predomina o discurso do mercado imobiliário. São pouquíssimos os exemplos que se alinham com a postura adotada no Amoreira: a de entender o discurso do mercado, aprender essa língua estrangeira para os arquitetos e, em vez de reiterar a arquitetura de arquitetos como exceção na cidade, saber propor algo novo dentro de sua própria linguagem.

Ao se aproximar da metrópole de São Paulo por avião, percebemos uma paisagem pouco atraente, repleta de edifícios altos, quase todos na cor bege pálida, da qual os arquitetos e críticos de arquitetura da cidade não se orgulham. Quando não são cópias industrializadas e grosseiras de motivos do passado, construções artificiais de uma suposta tradição neoclássica de um povo indígena, são inúmeras torres quase idênticas, numa geometria desconstruída, porém de uma mesmice sufocante. Seus materiais de revestimento normalmente são imitações baratas de outros: azulejos que imitam pedras; pastilhas que imitam tijolos; tintas e massas plásticas que imitam concreto armado aparente.

Leia mais