Integrada com a área da piscina e solta do terreno, casa em Florianópolis privilegia vista do entorno e soluções da arquitetura sustentável

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Uma residência aberta composta de três volumes prismáticos simples e encaixados, que se desenvolvem ao redor de uma piscina. Assim poderia ser descrita a casa criada pelo escritório Pimont Arquitetura, em Florianópolis (SC), para o cliente que desejava viver em uma construção com atmosfera praiana. A ocupação do terreno em desnível e o partido estrutural que privilegia os grandes vãos favoreceram a integração dos espaços com a área de lazer externa, além da vista do entorno. O projeto também incorpora soluções da arquitetura sustentável, como o teto-verde, sistema de aquecimento solar de água e de captação e uso de águas pluviais.

A entrada acontece por meio de uma passarela de itaúba (madeira densa e resistente), próxima de uma grande árvore com bromélias, que foi mantida no terreno pelo projeto, assim como outras. A passagem suspensa garante acesso dos pedestres ao volume arquitetônico suspenso e solto do terreno. “A implantação tirou partido dos desníveis do terreno para lançar a casa como um volume em balanço sobre a garagem, como se a construção flutuasse sobre aquele espaço”, diz Henrique Pimont, chefe do escritório de arquitetura.

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Carlos Teixeira projeta casa com piscina suspensa em Moeda, MG

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Um dos meus ensaios favoritos de teoria da arquitetura foi escrito em 1921 pelo poeta francês Paul Valéry. Eupalinos ou o arquiteto tem uma deliciosa tradução em português, de 1999, com prefácio do saudoso Joaquim Guedes. No texto de Valéry, Sócrates e Fedro se encontram após a morte, e o aristocrata Fedro pergunta ao mestre Sócrates o que ele gostaria de ter sido se não fosse filósofo. Sócrates responde que a única outra profissão a que teria se dedicado seria a de arquiteto, e começa a enaltecer as obras de Eupalinos de Megara, construtor que viveu no século 6 a.C.. Enquanto celebra Eupalinos, Sócrates explica que o arquiteto tem uma rara oportunidade de equilibrar o pensamento e a ação. Enquanto um filósofo é treinado a pensar, desconstruindo o conhecimento, o construtor é treinado a fazer. Aquele que apenas faz nunca tem tempo para pensar. E aquele que apenas pensa nunca tem tempo para fazer algo. O arquiteto é aquele que consegue alternar doses igualmente intensas do fazer e do pensar, o que segundo o Sócrates de Paul Valéry seria a mais nobre das profissões. Leia mais