Arena do Futuro receberá jogos de handebol na Olimpíada e se transformará em quatro escolas públicas após os jogos, com projeto de Lopes Santos & Ferreira Gomes Arquitetos, Oficina de Arquitetos e Paulo Casé Planejamento

Arena do Futuro receberá jogos de handebol na Olimpíada e se transformará em quatro escolas públicas após os jogos, com projeto de Lopes Santos & Ferreira Gomes Arquitetos, Oficina de Arquitetos e Paulo Casé Planejamento

A Olimpíada dura cerca de 15 dias. Holofotes do mundo inteiro são lançados na cidade sede. Um mês depois, há certa sobrevida dessa animação com a Paraolimpíada. E logo acaba a festa. O palco desse mise-en-scène global precisa ser absorvido pelo cotidiano.

Se a cidade não incorporá-los, os equipamentos olímpicos se tornarão ruínas (vide Atenas). Quando a edificação perde a sua vitalidade, inevitavelmente geram-se resíduos: a obsolescência ou será da arquitetura como um todo, ou virá da desarticulação das partes convertidas em restos jogados ao relento, em um vagaroso processo de decomposição em algum canto do mundo. A segunda alternativa ao fracasso da arquitetura olímpica é fazê-la desaparecer; o que, a princípio, depende do nada pacífico (nem isento de custos) ato de demolir. Como dotar uma estrutura olímpica de uma razão de existência após a cerimônia de encerramento? Leia mais

Rua Arquitetos projeta Sede do Campo Olímpico de Golfe no Rio de Janeiro

Rua Arquitetos projeta Sede do Campo Olímpico de Golfe no Rio de Janeiro

À sombra da polêmica ambiental que envolveu a escolha do sítio, jornais e revistas não perceberam a notável arquitetura que ali surgia. Comparada à imensidão da planície que a envolve, é comedida a dimensão da sede do campo de golfe das Olimpíadas do Rio de Janeiro. É a escala correta para uma edificação que se permite ser atravessada pela paisagem exuberante: não somente o vento a corta livremente, mas o olhar permanece desimpedido para admirar o gramado entremeado por pequenas dunas e circundado pelo manguezal que o separa da lagoa de Marapendi. O que vemos é uma espécie de miragem da Barra da Tijuca idealizada por Lucio Costa: a planície natural a perder de vista – é verdade que em um estado menos selvagem do que o imaginado pelo mestre – e um aglomerado de edifícios altos brotando ao longe nessa baixada. Leia mais