Guto Requena ganha CODA Awards com projeto do Pavilhão Dançante

Guto Requena ganha CODA Awards com projeto do Pavilhão Dançante

O arquiteto e designer Guto Requena venceu o CODA Awards 2017, na categoria Hospitalidade, com o projeto do Pavilhão Dançante, projetado para a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Em maio, o projeto também ganhou o Prêmio Prix Versailles 2017 na categoria Especial Exterior.

Desenvolvido para ser um local de eventos como festas, danças, DJs e apresentações, o edifício foi instalado no Parque Olímpico da Barra. Sua fachada contava com 500 espelhos que se movimentavam de acordo com as batidas e os movimentos captados pelos sensores internos na pista de dança.

Leia mais

Notícias do mundo da arquitetura

Notícias do mundo da arquitetura

Fachada de pavilhão se move conforme o ritmo da música

Criado especialmente para o Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, o The Dancing Pavilion 1, projeto do Estúdio Guto Requena, apresentou uma fachada capaz de mudar conforme o ritmo da música. Ela foi concebida a pedido de uma marca brasileira de cerveja para abrigar shows e festas durante os Jogos Olímpicos. Seu funcionamento foi baseado no uso de sensores que, alocados na pista de dança, captavam a batida e a movimentação das pessoas. A partir daí, ativavam os motores responsáveis por acionar cerca de 500 espelhos redondos instalados na parte externa, de estrutura metálica colorida. Durante o dia, o pavilhão cinético criou imagens gráficas jogando com a luz e a sombra projetadas no chão e no entorno. À noite, feixes luminosos eram refletidos para fora, chamando atenção para a entrada do Parque Olímpico. O projeto é resultado de dez anos de pesquisa sobre arquitetura híbrida, unindo o mundo real e o virtual e utilizando a tecnologia interativa para transformar a percepção do espaço.

Leia mais

Notícias do mundo da arquitetura

Notícias do mundo da arquitetura

Três projetos brasileiros são selecionados como finalistas do WAF Awards

Três projetos brasileiros são finalistas do WAF Awards, prêmio promovido anualmente pelo World Architecture Festival (WAF). São eles: o Pavilhão Hyundai Aeroporto 1 , em São Paulo, do escritório Spadoni AA, e os projetos da Vila Catuçaba 2 , no interior de São Paulo, e da Casa da Mata, no Guarujá, litoral de São Paulo, ambos do Studio MK27.

O Pavilhão Hyundai está disputando na categoria Exposição, em projetos concluídos. A Casa da Mata e a Vila Catuçaba concorrem na categoria Casa – a primeira, na divisão de obras finalizadas e a segunda, no grupo de patrocinados pela Grohe.

Leia mais

Editorial: reportagens exclusivas e casa lotada

Faltam três meses para a Olimpíada e temos mais quatro equipamentos finalizados e publicados em AU com exclusividade. Desta vez, todos são assinados pelo escritório Vigliecca & Associados no Complexo Esportivo de Deodoro – arquitetos também responsáveis pelo plano diretor do complexo, com projeto vencedor de concurso. As especificidades dos edifícios se uniram ao desenho cuidadoso de Vigliecca para transmitir emoção e oferecer conforto durante e após os Jogos. Os detalhes das soluções são esmiuçados nas reportagens e na seção Aulas de projeto desta edição, recheada de desenhos técnicos da Arena da Juventude, espaço no Deodoro que irá reunir basquete feminino e esgrima (pentatlo moderno) e esgrima na cadeira de rodas na Paralimpíada. Também exclusiva é a singela casa do quarteto do UNA Arquitetos em Florianópolis, de frente para o mar. A estrutura de madeira, com três pilares em “V” e precisão milimétrica, foi resolvida com o mínimo de chegadas no chão e recebe quem chega do mar. Os arquitetos utilizaram revestimentos simples para garantir um custo baixo da obra, mas o fizeram com inteligência – caso dos painéis de PVC perfurados no volume superior que transformam a casa em um farol de noite. O UNA propõe uma maneira descontraída de passar o tempo na casa de veraneio, aberta ao entorno: sem muros nem grades, é uma continuação das camadas naturais de mar, areia e vegetação.

“Se não te matar, então você não é boa. É isso, de verdade: você deve se dedicar integralmente. Você não pode arcar com idas e voltas. Quando as mulheres param para ter filhos é muito difícil para elas se reconectar com a grande escala. E quando elas fazem sucesso, a imprensa, mesmo a especializada, perde muito mais tempo falando sobre como nos vestimos, que sapatos estamos usando, como devemos ser vistas”. 
Zaha Hadid (1950/2016), em entrevista ao The Guardian

Por fim, foi um sucesso o debate organizado pela AU e realizado aqui na editora PINI sobre vidros para fachada: com 13 participantes, a conversa sobre a especificação do sistema foi aprofundada trazendo profissionais de todas as pontas, o arquiteto, o pesquisador e o fornecedor. O resultado está relatado em reportagem desta edição.

BIANCA ANTUNES

Em detalhes: Arena da Juventude, no Rio de Janeiro, de Vigliecca & Associados

Em detalhes: Arena da Juventude, no Rio de Janeiro, de Vigliecca & Associados

Vigliecca & Associados . Rio de Janeiro . 2013/2016

IMPLANTAÇÃO
A Arena da Juventude está localizada no Complexo Esportivo de Deodoro, um dos quatro núcleos de instalações para os Jogos Olímpicos de 2016. A área de implantação do complexo é cortada por três vias (avenida Brasil, avenida Duque de Caxias e estrada São Pedro de Alcântara), por uma ferrovia (Ramal Santa Cruz), e por um rio (Marangá), todos paralelos entre si e que colocam um desafio para integração das instalações.

A Arena da Juventude se situa entre a avenida Brasil e o rio Marangá em uma faixa com aproximadamente 130 m de largura, o que não é muito, considerando que a Arena tem mais de 80 m de largura.

Leia mais

A parte Norte do Complexo Olímpico Deodoro – com canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike – passa a ser o segundo maior parque da cidade, atrás apenas do Aterro do Flamengo

A parte Norte do Complexo Olímpico Deodoro – com canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike – passa a ser o segundo maior parque da cidade, atrás apenas do Aterro do Flamengo

“Da celebração efêmera ao desfrute do cotidiano.” O motto proferido por Héctor Vigliecca sintetiza o intuito central dos arquitetos no Parque Radical, trecho norte do Complexo Olímpico de Deodoro. Envolto em bairros com os menores Índices de Desenvolvimento Humano do Rio de Janeiro e extremamente carentes de serviços públicos, não seria cabível que o custoso investimento fosse destinado exclusivamente às semanas da Olimpíada e da Paralimpíada. O destino do projeto não pode se limitar ao usufruto dos competidores e espectadores que vêm de longe, mas deve contemplar igualmente a população das cercanias que passará a ter acesso livre ao novo segundo maior parque da cidade – atrás apenas do Aterro do Flamengo. O Parque Radical dá uma inédita perspectiva de lazer e atendimento social a moradores da zona Oeste carioca e da Baixada Fluminense.

Selecionado por um concurso público internacional em 2013, o projeto do consórcio capitaneado pelo escritório Vigliecca & Associados reúne diversos equipamentos esportivos da Olimpíada de 2016. A parte sul da área militar de Deodoro – sítio onde se implanta o Complexo Olímpico – é destinada ao Centro de Hipismo. Na zona central, são implantados a Arena da Juventude, o Centro de Tiro, o Estádio de Deodoro e o Centro de Hóquei sobre Grama. É na parcela mais ao norte que se concentram os esportes radicais do programa olímpico: canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike. Leia mais