Escola Senai, de NPC Grupo Arquitetura, em São Caetano, SP

Escola Senai, de NPC Grupo Arquitetura, em São Caetano, SP

IMPLANTAÇÃO EM TERRENO ÍNGREME – ESTUDOS COM MAQUETE FÍISICA

Os desafios colocados para o projeto estão relacionados principalmente à topografia acentuada do terreno e ao extenso programa de 15 mil m². O lote de 18 mil m² possui duas frentes, uma na cota alta e outra 13 m mais baixa. A estratégia dos arquitetos foi usar o modelo físico como ferramenta de projeto para investigar uma implantação que conectasse as ruas em cotas distintas.

Os primeiros estudos partiram de duas condicionantes: o alinhamento da cota mais alta como acesso principal, e a preservação da vegetação natural existente. Uma passarela elevada conformou o acesso aos edifícios ligando o passeio público ao pavimento onde acontece grande parte das atividades didáticas. A implantação dos edifícios transversalmente à passarela acomodou dois blocos na cota do maior platô. No primeiro modelo 1, o bloco principal tem duas aberturas zenitais. A sua evolução resultou em quatro volumes edificados 2, intercalados por pátios que integram as atividades desenvolvidas neste bloco com o bloco menor na cota do térreo inferior. A volumetria recortada também qualifica a iluminação e a ventilação do edifício principal pedagógico.

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Editorial: ode à cidade

Dois edifícios residenciais na capital paulista mostram que há novas maneiras de construir na cidade seguindo as exigências do mercado imobiliário, mas com bons projetos de arquitetura. No meio de centenas de novos edifícios que repetem fórmulas e padrões, os arquitetos do UNA lograram erguer uma torre de concreto, mesclando robustez e delicadeza; estrutura e função. O Huma Klabin é uma ode à cidade, e faz com que os moradores nunca se esqueçam disso. A vista da urbe em várias camadas entra pelas aberturas do edifício inclusive no corredor de acesso aos apartamentos. Também em São Paulo, Lucas Bittar e Felipe Hsu projetaram o Amoreira, um edifício de linhas singelas, mas funcionais, revelando a verdade dos materiais e gentil com o entorno. Dois projetos publicados em detalhe nesta edição.

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

Arquitetura e empreendimento
Conhecidos de faculdade, Felipe Hsu (à esquerda) e Lucas Bittar (à direita) 1 só foram trabalhar juntos depois que se formaram na FAU- -Mackenzie, em 2011. Os amigos, que não chegaram a oficializar um escritório conjunto e hoje atuam cada um em um lugar, unem eventualmente as ideias para parcerias pontuais. Enquanto Lucas tem estado presente mais no interior de São Paulo, Felipe é mais ativo na capital, mas ambos têm em comum o fato de preferirem fazer o desenvolvimento imobiliário de seus projetos, como é o caso do edifício Amoreira, apresentado nesta edição. A iluminação natural e a fluidez dos espaços são características que, para eles, tendem a gerar plantas eficientes e projetos tecnicamente viáveis. “Um dos motivos mais nobres da arquitetura é melhorar a qualidade de vida das pessoas”, dizem. “Projetando um ambiente adequado, com boa iluminação, boas escalas, você atinge isso.”

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Senai de São Caetano, SP, de NPC Grupo Arquitetura

Senai de São Caetano, SP, de NPC Grupo Arquitetura

Quando os arquitetos do escritório NPC Grupo Arquitetura souberam que iriam projetar em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, lembraram imediatamente de duas características importantes a serem consideradas. A primeira, que a cidade tem longa tradição industrial, e a segunda, que tem umas das áreas urbanas mais consolidadas do País. São Caetano do Sul tem quase 100% de seu território ocupado, ou seja, áreas livres são muito bem-vindas.

O terreno que o Senai usaria para fazer sua nova escola era o mesmo onde antes havia uma escola dos anos de 1950 já demolida. “O que sobrou do que existia antes foi a topografia e o paisagismo”, conta Valério Pietraróia, sócio do escritório. Esse paisagismo foi considerado muito importante pelos arquitetos, afinal, não é sempre que se tem a oportunidade de trabalhar com árvores antigas. Além das árvores frondosas e cheias de sombra, os arquitetos herdaram um belo pomar, e decidiram desde o começo do projeto que essas preexistências ficariam.

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