Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Peça integrante do acervo permanente do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), a Aeron Chair há muito ultrapassou a condição de objeto de mobiliário e atingiu o status de obra de arte. Criada pelos designers americanos Bill Stumpf e Don Chadwick, ela revolucionou o mercado quando foi lançada pela Herman Miller em 1994, em grande medida por não ter sido desenhada para agradar aos olhos, mas sim ao corpo. Não à toa, se tornou a cadeira de escritório mais famosa do mundo.

Desenvolver uma versão remasterizada desse clássico foi a missão abraçada pela Herman Miller nos últimos dois anos. O fato de a Aeron nunca ter perdido seu apelo comercial – ela continua sendo uma das cadeiras mais vendidas nos Estados Unidos, além de estar presente em mais de 130 países e de ser a escolha de um terço dos CEOs da lista das 100 melhores empresas da revista Fortune – se mostrou um desafio a mais: como melhorar um produto tão bem-sucedido e emblemático?

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Como o mobiliário corporativo vem acompanhando a evolução da forma de trabalhar

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Quais as principais mudanças nos escritórios ao longo do tempo?
ANA CRISTINA TAVARES –
 Aproximadamente, de 20 anos para cá, estamos vivendo uma transformação comportamental muito significativa. E isso se verifica, inclusive, nos meios profissionais, enquanto as pessoas estão trabalhando. Essa nova dinâmica de trabalho influencia diretamente na maneira como as pessoas se relacionam com o espaço corporativo. As grandes incorporações, que até pouco tempo apostavam em ambientes mais formais, estão se reorganizando e tentando entender o que está acontecendo no mundo, refletindo essa quebra de estereótipos no perfil de seus escritórios a fim de não perder mercado.
TERESA RICCETTI – O escritório mudou para proporcionar a integração entre os funcionários de todas as hierarquias. Esse próprio modelo de hierarquia sofreu mudanças severas e continua em constante mudança. Nasceram novos organogramas, e o espaço, assim como o mobiliário, deve acompanhar esse novo perfil de quadro de funcionários. Exigências antes focadas nas questões ergonômicas extrapolam hoje aspectos normativos e dimensionais debate para preocupações mais subjetivas, e não menos importantes, como o bem-estar das pessoas, o conforto ambiental e a saúde psicológica e emocional dos funcionários.
CIBELE TARALLI – É curioso observar que, em meio a essas mudanças no perfil das próprias empresas, vivemos o ápice da revolução dos meios digitais e eletrônicos, que funcionam como combustível para essa adaptação dos espaços. Em alguns setores a mudança ocorre de forma mais rápida, em outros não. Nas áreas em que há os conhecimentos segmentados, como a medicina e o direito, isso acontece de forma mais lenta, ao contrário de áreas mais dinâmicas, como as ligadas à comunicação ou publicidade. Olhamos, hoje em dia, muito mais para as atividades e para o ser humano.

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Obcecado pela cultura digital, Guto Requena conta seus novos sonhos e projetos – de bancos de praça que revelam segredos a joias desenhadas pelas nossas emoções

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Ciborgue vem da união das palavras “organismo” e “cibernético”. Guto Requena se declara um arquiteto ciborgue. Seu esforço consiste em, por meio da arquitetura e do design, buscar o que existe de humano na tecnologia. E vice-versa. Talvez por explorar esses novos campos e romper com antigos paradigmas, ele tenha se tornado um dos mais conhecidos e premiados arquitetos brasileiros no exterior. Representa a geração que deixou o modernismo duro de Oscar Niemeyer para trás.

Requena nasceu em Sorocaba, no interior paulista, no dia 27 de novembro de 1979. É formado em Arquitetura e Urbanismo pela USP, a mesma universidade onde concluiu seu mestrado (tema de sua dissertação: Habitar Híbrido – Interatividade e Experiência na Era da Cibercultura). Seu foco são as tecnologias digitais, os novos modos de vida, a memória afetiva e a compreensão da cultura brasileira.

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