Ganho urbanístico: projeto do Bloco Arquitetos abre as fachadas de restaurante em Brasília

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Cosmopolita e contemporânea. Com essas palavras, o chef André Castro descreveu duas qualidades centrais de sua cozinha que precisavam ser expressas pelo projeto de arquitetura de seu restaurante em Brasília, o Authoral. E, para garantir que a essência de seu trabalho pudesse, de fato, inspirar o desenho do espaço, fez questão de cozinhar para os projetistas do Bloco Arquitetos antes mesmo de começarem a falar sobre ambientes e materiais.

O chef logo apresentou, também, alguns dos elementos que já havia elencado para materializar seu restaurante. Assim, peças cerâmicas sem verniz, pratos de pedra, cestas marajoaras e artefatos de bambu e papelão – além da ausência de toalhas de mesa ou guardanapos de pano – trouxeram à tona outras características de sua cozinha que deveriam informar o projeto arquitetônico: a pluralidade de referências, a informalidade e, sobretudo, a verdade dos materiais.

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A Corazon Filmes nasceu com o objetivo de ser uma incubadora de novos talentos, atuando na execução de projetos audiovisuais inovadores tanto na forma quanto no conteúdo. A missão proposta ao arquiteto Fabio Marins, encarregado do projeto de interiores da sede da empresa, foi justamente a de traduzir esses conceitos em linguagem arquitetônica – e sem perder de vista a necessidade de respeitar um custo viável e um prazo curtíssimo, de menos de dois meses.

Aliado ao briefing, havia como condicionante o endereço escolhido para receber a produtora: um loft de 125 m² no edifício Módulo Alto de Pinheiros, em São Paulo. Assinado pelo escritório Perkins+Will, o empreendimento, lançado em 2008, é conhecido como ícone de um novo conceito de arquitetura corporativa, com foco na valorização de uma ambientação mais doméstica, informal e descontraída. “O espaço por si só já era instigante – dotado de estrutura metálica aparente, pé-direito duplo, grandes áreas de caixilharia e muita luminosidade – e influenciou em grande medida o direcionamento do projeto”, pontua Fabio Marins.

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IMPLANTAÇÃO

A edificação está localizada a 10 km da charmosa cidade colonial de Paraty, em um loteamento junto à Rodovia RJ 165 e à divisa do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O clima é tropical litorâneo úmido com verão quente entre 23ºC a 38ºC, com chuva abundante e pancadas de chuva rápidas no meio da tarde. O inverno é de temperaturas amenas, entre 12ºC e 27ºC, com chuvas de frequência moderada. Trata- -se de um ambiente de alta preservação natural de Mata Atlântica, com topografia e geologia mesosserrana, recursos hídricos abundantes, potáveis e advindos de nascentes em área de preservação permanente, e paisagens e vegetação naturais.

FORMA E CONCEITOS

A casa referencial desta edificação é a oca xinguana. Para os índios construtores Asurini, do Médio Xingu, ela é comparada ao corpo humano e se configura pela busca de forma de menor impacto. Para que a oca permaneça em pé e em equilíbrio, é preciso ter bons pés plantados no chão – forma e atributo de estabilidade da edificação projetada, com arcos metálicos de estabilização e apoiados. A oca é construída com uma porta principal voltada para a aldeia e outra secundária, voltada aos serviços. São paralelas entre si e localizadas em faces opostas. Há um elemento vertical vazado que parte do fechamento superior da cobertura e é destinado a liberar a fumaça interior. De maneira similar, a Casa Arca utilizou exaustores circulares passivos.

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“Todo escritor começa barroco e busca não a simplicidade, que é desimportante, mas sim uma contida e modesta complexidade.” Com essa frase de Graciliano Ramos, pode-se explicar muito da procura arquitetônica que Gustavo Penna vem refinando nos 40 anos de atuação de seu escritório. Com linhas contidas, reverência ao passado e ideais contemporâneos, Gustavo Penna propõe um museu em Congonhas, Minas Gerais, para reverenciar outro museu, a céu aberto, idealizado por Aleijadinho: o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos. O conjunto com seis capelas, um adro com esculturas em pedra sabão e a igreja no topo do morro Maranhão foi construído em meados do século 17 e hoje é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial. Leia mais