Materioteca: efeitos didáticos de um banco de materiais para arquitetura e design

Materioteca: efeitos didáticos de um banco de materiais para arquitetura e design

Modelo de gestão da materioteca Materiali e Design, do Politecnico di Milano, serve de inspiração para a Materialize, da FAU-USP
Em 29 de novembro de 1863, a cidade de Milão despontava como a primeira da Itália a abrigar um instituto técnico superior e politécnico. Desse núcleo nasceu a Scuola Politecnica di Design di Milano, uma das pioneiras da Europa no estudo de design. A instituição baseou-se no modelo dos institutos politécnicos alemães e suíços e promoveu uma cultura técnica e científica focada na especialização. Em pouco tempo, o Polimi tornou-se o centro de todas as iniciativas educacionais e de divulgação no mundo técnico e científico italiano.

Ainda no século 19, consolidou-se como um centro de pesquisa aplicada, ao qual as empresas recorriam para realizar testes e estudos.

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Em 2000, a italiana Barbara del Curto, especialista em design industrial, conquistou seu master degree na prestigiada Scuola del Design do Politecnico di Milano com a dissertação “Materiali e Design, a Materials Library”. Desde então, a professora de fala pausada e olhar atento não esconde o orgulho ao discorrer sobre seu trabalho na materioteca do Polimi, que hoje conta com mais de 5 mil amostras, que contribuem para a pesquisa acadêmica e industrial.

Com o título de ph.D. em engenharia de materiais nas mãos, Barbara recebeu um convite para assumir o cargo de professora associada em ciência e tecnologia de materiais no Politecnico. Hoje, ela dirige o laboratório Materiali e Design, além de lecionar em disciplinas relacionadas à transferência de tecnologia de nanotecnologias, materiais tradicionais e funcionais para design, têxteis e arquitetura. “O designer tem um enorme campo de possibilidades, no qual a escolha dos materiais e a definição dos processos podem ser combinadas”, afirma.

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