Despretensiosa na linguagem arquitetônica e construída com materiais baratos e simples, casa projetada para ambulante mobiliza comunidade paraguaia para ser erguida

Despretensiosa na linguagem arquitetônica e construída com materiais baratos e simples, casa projetada para ambulante mobiliza comunidade paraguaia para ser erguida

Luis Villasanti, conhecido como Lui, vende chicletes há 45 anos na saída dos colégios de Mariano Roque Alonso, no Paraguai. Falante, alegre e brincalhão, sempre com uma anedota para contar, é querido por toda a comunidade. Tão querido que, quando falou a um amigo que precisava de uma casa própria, cerca de 1.500 pessoas da cidade se mobilizaram para ajudá-lo a erguer sua residência. Projetada pelo escritório Oficina Comunitaria de Arquitectura (OCA), a Vivienda Lui, como foi apelidada a sua casa, de linguagem arquitetônica despretensiosa, foi erguida com a menor quantidade de elementos arquitetônicos e construtivos possível.

“Os materiais são simples e facilmente encontrados no mercado: piso cerâmico e de cimento, tijolos cerâmicos, telhado de zinco e estrutura metálica”, afirma o arquiteto Luis Godoy, diretor do escritório OCA. Ele conta que a busca do essencial acabou se refletindo na casa, materializada pela arquitetura singela. “É uma linguagem que determina uma riqueza no simples, no humano, no local e no necessário”, conta o arquiteto. Leia mais