Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

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As generosas esquadrias desta residência em um condomínio fechado na Praia da Torre, em Oeiras, Portugal, simbolizam e concretizam o desejo da jovem proprietária de estabelecer uma relação de transparência com a poética paisagem do entorno. Autor do projeto, o arquiteto baiano Sidney Quintela, do SQ+ Arquitetos Associados, que há 12 anos possui uma filial de seu escritório em Lisboa, sublinha que, sobretudo em lugares próximos do mar, é cada vez maior o interesse do público português por uma arquitetura com sotaque brasileiro, que expressa mais abertura e liberdade se comparada ao jeito de viver tipicamente europeu.

Os grandes janelões só não estão presentes em uma das faces da casa, cuja volumetria se apresenta no formato de um L abraçando um deque, onde repousa uma piscina de borda infinita. Mas nem só de vidro é composta a fachada. Seus vários planos mesclam pintura comum sobre alvenaria na cor fendi, painéis formados por réguas de ipê de diferentes colorações e dois tipos de tradicionais pedras portuguesas: mármore estremoz, variedade rajada que recebeu tratamento com jatos de areia grossa para perder a padronagem e exibir a superfície inteiramente branca; e mármore ruivina preto com acabamento flameado, que garante ao material um aspecto bastante rugoso.

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Em condomínio horizontal de casas geminadas em São Paulo, a privacidade é garantida por muxarabiês de madeira, que se sobressaem na composição arquitetônica

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Erguido no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, o Vila Sagres é um condomínio horizontal de casas geminadas que se distribuem ao longo de uma rua de pedestres sobreposta a um estacionamento subterrâneo. A decisão de construir casas ligadas entre si, sem recuos laterais, trouxe ganho de área útil para as unidades, além de um melhor aproveitamento do terreno, da mesma forma que a opção pela garagem no subsolo. Da busca pela privacidade dos moradores surgem elementos arquitetônicos como os muxarabiês de madeira nas fachadas frontais, um dos destaques do projeto de arquitetura criado pelo escritório Pessoa Arquitetos. As tramas de madeira comuns na arquitetura colonial portuguesa são herança das invasões mouras na Península Ibérica.

O estudo de viabilidade feito pelo arquiteto Jorge Pessoa para o cliente – incorporador e construtor – indicou a possibilidade de inserir até 12 unidades residenciais de 250 m2 cada no lote. No entanto, optou-se por fazer duas casas maiores como estratégia para acelerar as vendas, o que, segundo o arquiteto, mostrou-se eficiente.

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Ganho urbanístico: projeto do Bloco Arquitetos abre as fachadas de restaurante em Brasília

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Cosmopolita e contemporânea. Com essas palavras, o chef André Castro descreveu duas qualidades centrais de sua cozinha que precisavam ser expressas pelo projeto de arquitetura de seu restaurante em Brasília, o Authoral. E, para garantir que a essência de seu trabalho pudesse, de fato, inspirar o desenho do espaço, fez questão de cozinhar para os projetistas do Bloco Arquitetos antes mesmo de começarem a falar sobre ambientes e materiais.

O chef logo apresentou, também, alguns dos elementos que já havia elencado para materializar seu restaurante. Assim, peças cerâmicas sem verniz, pratos de pedra, cestas marajoaras e artefatos de bambu e papelão – além da ausência de toalhas de mesa ou guardanapos de pano – trouxeram à tona outras características de sua cozinha que deveriam informar o projeto arquitetônico: a pluralidade de referências, a informalidade e, sobretudo, a verdade dos materiais.

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Integrada com a área da piscina e solta do terreno, casa em Florianópolis privilegia vista do entorno e soluções da arquitetura sustentável

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Uma residência aberta composta de três volumes prismáticos simples e encaixados, que se desenvolvem ao redor de uma piscina. Assim poderia ser descrita a casa criada pelo escritório Pimont Arquitetura, em Florianópolis (SC), para o cliente que desejava viver em uma construção com atmosfera praiana. A ocupação do terreno em desnível e o partido estrutural que privilegia os grandes vãos favoreceram a integração dos espaços com a área de lazer externa, além da vista do entorno. O projeto também incorpora soluções da arquitetura sustentável, como o teto-verde, sistema de aquecimento solar de água e de captação e uso de águas pluviais.

A entrada acontece por meio de uma passarela de itaúba (madeira densa e resistente), próxima de uma grande árvore com bromélias, que foi mantida no terreno pelo projeto, assim como outras. A passagem suspensa garante acesso dos pedestres ao volume arquitetônico suspenso e solto do terreno. “A implantação tirou partido dos desníveis do terreno para lançar a casa como um volume em balanço sobre a garagem, como se a construção flutuasse sobre aquele espaço”, diz Henrique Pimont, chefe do escritório de arquitetura.

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Reforma em casa modernista, no Recife, valoriza elementos originais da construção e, ao mesmo tempo, atualiza o espaço para receber um restaurante com cardápio e visual contemporâneos

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Herança das décadas de 50 e 60, os casarões modernistas que dominavam o bairro de Graças, na Zona Norte da capital pernambucana, vêm gradualmente perdendo a hegemonia: muitos dão lugar a edifícios, outros passam por intervenções que acabam resultando na total descaracterização de seu estilo arquitetônico. Felizmente, nenhum desses foi o destino deste sobrado, que passou por uma esmerada reforma para abrigar a nova unidade da creperia Anjo Solto, ícone boêmio estabelecido há mais de 20 anos na cidade.

A cargo das arquitetas Ana Luisa Rolim, do escritório Coletivo-rt, e Juliana Santos, a proposta preservou ao máximo os elementos sobreviventes do projeto original, de 1962. “Principalmente no exterior, conseguimos manter a estética modernista que havia resistido ao tempo”, avalia Ana Luisa.

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