Editorial: novas gerações

GUSTAVO CURCIO

A arquitetura brasileira está mais pobre. Carlos Bratke, o arquiteto da Avenida Luís Carlos Berrini, em São Paulo, e Haruyoshi Ono, parceiro criativo de Burle Marx, se foram. Com a morte deles, duas marcas da ousadia e do questionamento, ingredientes fundamentais para o êxito em nossa profissão, ficam como exemplo.

Bratke foi um crítico do brutalismo de seu pai, Oswaldo, e firmou-se pela arquitetura de forte apelo comercial. Tecnicamente, soube combinar materiais pós-modernos ao concreto de forma única.

Ono pegou o bastão do escritório de Burle Marx após sua morte, em 1994, e conduziu os trabalhos da equipe no Brasil e no exterior sem perder a essência dos conceitos desenvolvidos ao lado do parceiro. No entanto, soube lidar com maestria com os novos desafios que o mercado impôs.

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