Mais do que abrigar salas de aula, edifício cumpre a missão de servir como equipamento urbano dentro do campus e oferecer áreas de convivência

Mais do que abrigar salas de aula, edifício cumpre a missão de servir como equipamento urbano dentro do campus e oferecer áreas de convivência

Para a ocupação da última grande área livre do seu campus, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) organizou um concurso fechado entre três escritórios convidados. O vencedor foi o paulistano JT Arquitetura, liderado por José Luiz Tabith. O local escolhido teria de comportar um conjunto de edifícios destinado a sediar a Faculdade de Direito, biblioteca central, prédio de ensino multiuso do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA), igreja, restaurante universitário e uma grande caixa d’água escultórica. Após a vitória, o escritório já estava desenvolvendo o projeto preliminar quando surgiram problemas para o licenciamento da área escolhida. Como a solução demoraria algum tempo, a PUC decidiu construir primeiro o prédio da Faculdade de Direito, uma vez que o velho casarão ocupado pela faculdade há vários anos e tombado pelo patrimônio histórico já não comportava a demanda dos alunos. A universidade optou por ocupar um lote menor, com quase 5.000 m², situado entre a Faculdade de Educação Física e suas quadras cobertas de esportes, muito utilizadas pelos alunos.

Diante das especificidades do local e das necessidades programáticas apresentadas pela PUC, o arquiteto Tabith imaginou um projeto que deveria dizer respeito não apenas a um edifício com função específica de ensino, mas que também servisse de equipamento urbano ao campus, como um local agradável de passagens e encontros. “Para tanto, projetamos acessos e percursos nas quatro faces do volume, permitindo diversas formas de transposição pelo edifício, com circulações horizontais e verticais implantadas em torno de uma praça interna descoberta, criada e definida como núcleo da composição”, diz Tabith. Ele acrescenta que o conceito é de justaposição com independência de uso, tanto entre funções quanto entre pavimentos. “O usuário se apropria dos espaços conforme sua necessidade e vontade. A arquitetura proposta permite, ainda, uma integração visual constante, potencializada conforme o espaço é utilizado pelo vazio central”, conclui.

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