Professor de Harvard Edward Glaeser lança no Brasil a segunda edição do best seller O Triunfo da Cidade e fala sobre o momento atual das cidades brasileiras e do mundo

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Em 2011, quando o professor da Universidade Harvard Edward Glaeser lançou nos Estados Unidos seu livro O triunfo da cidade, o cenário mundial era outro. A recessão enfrentada nos anos seguintes por diversos países não passava de um medo distante, e o termo triunfo parecia mais condizente com a realidade das cidades do que a palavra resiliência, que tem dado o tom dos debates sobre o assunto. Passados cinco anos, o livro ganhou sua segunda edição brasileira, lançada em junho pela BEĨ Editora e acrescida de um balanço sobre como o panorama urbano mudou nesse período, especialmente no Brasil. Para Edward, se o livro estivesse sendo escrito hoje, teria como foco a América Latina, a Ásia e a África, onde se concentram os locais que se urbanizam mais rapidamente – e não as experiências dos Estados Unidos e da Europa. O desemprego e a estagnação dos salários mereceriam maior destaque, bem como a desigualdade no Brasil, Índia e África subsaariana.

Apesar das dificuldades, o autor argumenta que mesmo as crises são mais fáceis de serem atravessadas por quem habita áreas de grande densidade. E defende a construção de arranha-céus como alternativa para aumentar a oferta de moradia de maneira que cada um encontre a opção que funciona melhor para o seu estilo de vida.

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Spela Vidernik e Rok Oman são de Ljubljana, na Eslovênia, e cursaram seus estudos de pós-graduação na celebrada Graduate School of Design, a GSD de Harvard. No segundo semestre de 2014, os dois foram os responsáveis por coordenar um ateliê com alunos de mestrado da GSD – em uma prática recorrente da universidade de trazer professores convidados para fazerem ateliês de projeto.

De onde veio a ideia de um ateliê como o Mountain Lodges?
Como a maioria dos estrangeiros que passa pelos Estados Unidos, percebemos que a totalidade das residências construídas naquele país são radicalmente ignorantes a respeito do lugar onde se situam. Percebendo isso, resolvemos fazer deste problema o eixo central do ateliê quando fomos convidados de volta a Harvard em 2014. Como chamar atenção para a necessidade de contextualização da habitação humana? Trabalhando com condições radicais onde o abrigo humano é forçado a adaptar-se ao lugar ou não servir para nada. Daí surgiu a ideia de um abrigo para montanhistas nos Alpes eslovenos. Por ter sido por décadas parte da antiga Iugoslávia e por ter ficado do outro lado da cortina de ferro, a Eslovênia é muito menos conhecida do que seus vizinhos Áustria e Itália, com quem divide os Alpes do leste.

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