Guto Requena ganha CODA Awards com projeto do Pavilhão Dançante

Guto Requena ganha CODA Awards com projeto do Pavilhão Dançante

O arquiteto e designer Guto Requena venceu o CODA Awards 2017, na categoria Hospitalidade, com o projeto do Pavilhão Dançante, projetado para a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Em maio, o projeto também ganhou o Prêmio Prix Versailles 2017 na categoria Especial Exterior.

Desenvolvido para ser um local de eventos como festas, danças, DJs e apresentações, o edifício foi instalado no Parque Olímpico da Barra. Sua fachada contava com 500 espelhos que se movimentavam de acordo com as batidas e os movimentos captados pelos sensores internos na pista de dança.

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Notícias do mundo da arquitetura

Aflalo/Gasperini entrega projetos alinhados com o plano diretor de São Paulo

Premiado no início deste ano pela ONU Habitat, o plano diretor de São Paulo, aprovado em 2014, tem inspirado bons exemplos. Alinhado com suas diretrizes, o escritório Aflalo/Gasperini entrega em agosto o projeto de uso misto Urbanity  2  . Sem muros ou grades, o empreendimento é a combinação de uma torre corporativa, com maior presença junto à Marginal Pinheiros, e uma torre residencial mais afastada, a 50 metros de distância. Detalhe: nessa área de recuo, os arquitetos projetaram uma praça de 45 m x 45 m, aberta à comunidade. Nas torres, foram usadas placas que destacam sua verticalidade. Na cobertura do edifício corporativo, essas placas se sobressaem formando um pórtico que enquadra a pele de vidro. No térreo do conjunto, a equipe trabalhou com pilotis; e os halls, a uma altura de 10 m, dão a sensação de imponência.

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Transparência e informalidade na nova sede da Infoglobo

Sete anos após o início do projeto, a Infoglobo 1 inaugurou sua nova sede, na Rua Marquês de Pombal, no centro do Rio de Janeiro. Iluminado, espaçoso e informal, bem ao estilo carioca, o novo prédio integra as redações dos jornais O GloboExtra e Expresso, além de seus respectivos sites e da Agência O Globo. O arquiteto Ruy Rezende, sócio-fundador do escritório carioca RRA, é um dos idealizadores do projeto, elaborado por uma equipe de 13 profissionais.

Erguida em uma área de 4.340 m², a edificação incorporou os dois terrenos que abrigavam o galpão das antigas rotativas do jornal, além de um casarão construído em 1910. São 27.300 m² de área construída, com seis pavimentos e dois subsolos.

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Editorial: supermoderno é agora

GUSTAVO CURCIO

Em meio à busca incessante por projetos cada vez mais sustentáveis e digitais, parece não existir um discurso coerente de forma e linguagem no Brasil. Tente responder à seguinte pergunta: quais são as principais características da arquitetura brasileira contemporânea? Difícil encontrar uma resposta imediata.

Há pelo menos três décadas estamos em busca de uma nova identidade. Enquanto muitas escolas de arquitetura continuam defendendo ideias corbusianas de 1930, o mundo ultrapassou o modernismo, o pós-modernismo e a hipermodernidade. Mas o próprio conceito do hipermoderno exposto há doze anos por Gilles Lipovetsky (1944-) parece estar superado. Vivemos a cultura do excesso, do sempre mais, e esse aspecto da supermodernidade, termo usado pelo próprio filósofo para definir os dias de hoje, verifica-se de maneira clara na arquitetura. No entanto, o fator Brasil, de entraves de acesso à tecnologia e mão de obra de formação empírica nos impõe, mais uma vez, a um fenômeno peculiar, todo nosso.

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Obcecado pela cultura digital, Guto Requena conta seus novos sonhos e projetos – de bancos de praça que revelam segredos a joias desenhadas pelas nossas emoções

Obcecado pela cultura digital, Guto Requena conta seus novos sonhos e projetos – de bancos de praça que revelam segredos a joias desenhadas pelas nossas emoções

Ciborgue vem da união das palavras “organismo” e “cibernético”. Guto Requena se declara um arquiteto ciborgue. Seu esforço consiste em, por meio da arquitetura e do design, buscar o que existe de humano na tecnologia. E vice-versa. Talvez por explorar esses novos campos e romper com antigos paradigmas, ele tenha se tornado um dos mais conhecidos e premiados arquitetos brasileiros no exterior. Representa a geração que deixou o modernismo duro de Oscar Niemeyer para trás.

Requena nasceu em Sorocaba, no interior paulista, no dia 27 de novembro de 1979. É formado em Arquitetura e Urbanismo pela USP, a mesma universidade onde concluiu seu mestrado (tema de sua dissertação: Habitar Híbrido – Interatividade e Experiência na Era da Cibercultura). Seu foco são as tecnologias digitais, os novos modos de vida, a memória afetiva e a compreensão da cultura brasileira.

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Fachada de pavilhão se move conforme o ritmo da música

Criado especialmente para o Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, o The Dancing Pavilion 1, projeto do Estúdio Guto Requena, apresentou uma fachada capaz de mudar conforme o ritmo da música. Ela foi concebida a pedido de uma marca brasileira de cerveja para abrigar shows e festas durante os Jogos Olímpicos. Seu funcionamento foi baseado no uso de sensores que, alocados na pista de dança, captavam a batida e a movimentação das pessoas. A partir daí, ativavam os motores responsáveis por acionar cerca de 500 espelhos redondos instalados na parte externa, de estrutura metálica colorida. Durante o dia, o pavilhão cinético criou imagens gráficas jogando com a luz e a sombra projetadas no chão e no entorno. À noite, feixes luminosos eram refletidos para fora, chamando atenção para a entrada do Parque Olímpico. O projeto é resultado de dez anos de pesquisa sobre arquitetura híbrida, unindo o mundo real e o virtual e utilizando a tecnologia interativa para transformar a percepção do espaço.

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