Conheça os arquitetos que criam expografias, espaços temporários voltados à exibição de obras de arte

Conheça os arquitetos que criam expografias, espaços temporários voltados à exibição de obras de arte

A Bienal de Arte de São Paulo acaba de inaugurar sua 32ª edição sob o tema Incerteza Viva, em cartaz até dezembro. Para além das obras e instalações, é importante lembrar da existência da equipe de arquitetos responsável pela montagem de grandes exposições como esta. A expografia é opção profissional em que o desenho dialoga com o mundo artístico. Define critérios de distribuição de conteúdos segundo diretrizes de um curador ou produtor, os fluxos de visitação previstos, o partido da comunicação visual e da iluminação e até suportes físicos necessários à exibição de obras. “É um desenho para o efêmero em que o objeto ou o acervo assume o papel de protagonista”, define a arquiteta Daniela Giovana Corso. O espaço é provisório e sua exposição, limitada no tempo. Ainda assim, é preciso contar a história imaginada a partir dos elementos a serem exibidos.

A expografia é menos abrangente do que a cenografia. “Ela dá suporte ao roteiro, aos atores, à cena, ao pensamento do diretor”, explica Pedro Évora, do Rua Arquitetos. O mesmo ocorre com shows, festivais, estandes de feiras e eventos publicitários. Por outro lado, a expografia pode ser usada em galerias, museus, espaços culturais, públicos ou privados e até mesmo empresas, quando a proposta tem caráter institucional. E sempre requer envolvimento com o universo da arte trabalhada. “É preciso gostar de arte sem sacralizá-la e conhecer as obras, seus autores e como são feitas, além de visitar ateliês e muitas exposições”, aponta Évora.

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