Designer holandês cria torre de 7 metros de altura para se tornar o maior purificador de ar do mundo

Designer holandês cria torre de 7 metros de altura para se tornar o maior purificador de ar do mundo

“Nós criamos máquinas para nos beneficiar; nós inventamos a roda e os carros para que pudéssemos nos libertar. Mas agora as máquinas estão se voltando contra nós, tornando nosso ar extremamente poluído. Será que é possível reverter esse quadro? E se, em vez de poluir, as máquinas feitas pelo homem servissem justamente para limpar a atmosfera?” Eis a reflexão que levou o designer holandês Daan Roosegaarde a criar a Smog Free Tower, uma torre de 7 m de altura que é o maior purificador de ar do mundo.

Na maioria das metrópoles, a poluição atua como um perigo invisível, mas há locais em que os índices são tão extremos que é possível enxergá-la nitidamente: é o caso de Pequim, onde crianças são mantidas em ambientes internos para que possam respirar ar filtrado e a população se acostumou a sair às ruas utilizando máscaras protetoras. Não à toa, foi em uma janela do 320 andar de um hotel na capital chinesa, diante de uma densa névoa poluente que pairava sobre a cidade, que Roosegaarde teve a ideia de construir um purificador atmosférico em escala urbana.

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Pesquisa de preços: estrutura metálica de aço carbono para o Rodoterminal Santa Bárbara D’Oeste (SP)

Pesquisa de preços: estrutura metálica de aço carbono para o Rodoterminal Santa Bárbara D’Oeste (SP)

A estrutura arqueada foi o ponto de partida do projeto conduzido pela Egis para o Rodoterminal Santa Bárbara D’Oeste, publicado na edição 274. Referência às antigas estações ferroviárias, os arcos (cinco, ao todo) foram possíveis graças ao material escolhido.

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Criar uma agradável atmosfera de praça foi a premissa de projeto de terminal de ônibus em Santa Bárbara D’Oeste, em São Paulo

Criar uma agradável atmosfera de praça foi a premissa de projeto de terminal de ônibus em Santa Bárbara D’Oeste, em São Paulo

O Rodoterminal Santa Bárbara D’Oeste é parte do Corredor Metropolitano Noroeste Vereador Biléo Soares, realização da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), que liga Campinas a seis municípios próximos: Monte Mor, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d’Oeste. Com 32,7 quilômetros de extensão e 7 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus, o corredor conta com paradas, estações de transferência e terminais que integram linhas metropolitanas e municipais.

Como em Santa Bárbara não havia rodoviária – apenas um ponto de ônibus improvisado para esse fim -, uma parceria com a prefeitura fez com que o terminal agregasse essa função, recebendo também as linhas intermunicipais. Convocados a criar o cenário que seria palco de tantas partidas e chegadas, encontros e despedidas, os arquitetos da Egis, empresa de engenharia vencedora da licitação para a realização do trecho do corredor que engloba Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d’Oeste, conceberam o projeto em razão do fluxo dos veículos e outras particularidades funcionais, mas também levaram em consideração um viés humanizado, com o intuito de oferecer a melhor experiência possível ao usuário. Outra condicionante importante foi o fato de se tratar de uma obra pública, o que exigiu a adoção de soluções econômicas, que se encaixassem no orçamento disponível, e o atendimento de um prazo justo: cerca de um ano e meio para a conclusão da obra.

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Cobertura retrátil criada por Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para o vão central preserva a arquitetura original do Mercado Público de Florianópolis

Cobertura retrátil criada por Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para o vão central preserva a arquitetura original do Mercado Público de Florianópolis

A nova cobertura do vão central do Mercado Público de Florianópolis, SC, foi projetada pelos arquitetos Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para interferir minimamente no conjunto arquitetônico original, tombado como patrimônio cultural municipal em 1984. Sustentada por apenas duas colunas metálicas, a cobertura de duplo balanço, elevada nas extremidades, protege os usuários da chuva e do sol intenso sem bloquear a vista das fachadas internas do mercado. Em vez de telhas, foram empregadas membranas opacas brancas de poliéster, que se retraem em momentos oportunos, como em noites estreladas ou quando o clima está agradável.

O projeto de Utrabo e Duschenes foi o grande vencedor do concurso nacional do vão central do Mercado Público de Florianópolis, promovido em 2013 pelo Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf), em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil de Santa Catarina (IAB-SC). A pouca interferência do elemento no mercado foi um dos aspectos enaltecidos pelo júri, que também elogiou o sistema de retração das membranas, que garante diversos graus de luminosidade e conforto térmico.

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Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Conquistar grandes vãos ou balanços com uma estrutura esguia fica bem mais fácil quando se trabalha com estruturas metálicas. Lançar mão desta técnica, no entanto, está longe de ser algo bem difundido no país. Seja pela viabilidade econômica, seja pelas limitações que a técnica impõe por conta do uso de mão de obra especializada, a estrutura metálica ainda tem espaço a conquistar por aqui. Fato é que seções de viga de concreto, mesmo protendido, acima dos 50 centímetros, dificultam a finalização da obra. Como a estrutura geralmente não é evidenciada nesses casos, gera a necessidade de instalação de forro e, com isso, perda de pé-direito.

Trabalhar com metal exige diversos cuidados, desde o revestimento adequado das peças para garantir durabilidade até a conexão de vigas e pilares com as demais estruturas, geralmente construídas em concreto armado, principalmente de fundações ou barreiras de contenção. De acordo com o grau de intemperismo a que estiver sujeita a estrutura – isso inclui peças externas e internas e varia de acordo com a região onde estiver – a estrutura deve receber um tipo de revestimento.

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Casa Arca faz uso da montagem e encaixe de elementos metálicos por meio de parafusos em operações realizadas no solo

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IMPLANTAÇÃO

A edificação está localizada a 10 km da charmosa cidade colonial de Paraty, em um loteamento junto à Rodovia RJ 165 e à divisa do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O clima é tropical litorâneo úmido com verão quente entre 23ºC a 38ºC, com chuva abundante e pancadas de chuva rápidas no meio da tarde. O inverno é de temperaturas amenas, entre 12ºC e 27ºC, com chuvas de frequência moderada. Trata- -se de um ambiente de alta preservação natural de Mata Atlântica, com topografia e geologia mesosserrana, recursos hídricos abundantes, potáveis e advindos de nascentes em área de preservação permanente, e paisagens e vegetação naturais.

FORMA E CONCEITOS

A casa referencial desta edificação é a oca xinguana. Para os índios construtores Asurini, do Médio Xingu, ela é comparada ao corpo humano e se configura pela busca de forma de menor impacto. Para que a oca permaneça em pé e em equilíbrio, é preciso ter bons pés plantados no chão – forma e atributo de estabilidade da edificação projetada, com arcos metálicos de estabilização e apoiados. A oca é construída com uma porta principal voltada para a aldeia e outra secundária, voltada aos serviços. São paralelas entre si e localizadas em faces opostas. Há um elemento vertical vazado que parte do fechamento superior da cobertura e é destinado a liberar a fumaça interior. De maneira similar, a Casa Arca utilizou exaustores circulares passivos.

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