Notícias do mundo da arquitetura

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Fachada de pavilhão se move conforme o ritmo da música

Criado especialmente para o Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, o The Dancing Pavilion 1, projeto do Estúdio Guto Requena, apresentou uma fachada capaz de mudar conforme o ritmo da música. Ela foi concebida a pedido de uma marca brasileira de cerveja para abrigar shows e festas durante os Jogos Olímpicos. Seu funcionamento foi baseado no uso de sensores que, alocados na pista de dança, captavam a batida e a movimentação das pessoas. A partir daí, ativavam os motores responsáveis por acionar cerca de 500 espelhos redondos instalados na parte externa, de estrutura metálica colorida. Durante o dia, o pavilhão cinético criou imagens gráficas jogando com a luz e a sombra projetadas no chão e no entorno. À noite, feixes luminosos eram refletidos para fora, chamando atenção para a entrada do Parque Olímpico. O projeto é resultado de dez anos de pesquisa sobre arquitetura híbrida, unindo o mundo real e o virtual e utilizando a tecnologia interativa para transformar a percepção do espaço.

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A Olimpíada dura cerca de 15 dias. Holofotes do mundo inteiro são lançados na cidade sede. Um mês depois, há certa sobrevida dessa animação com a Paraolimpíada. E logo acaba a festa. O palco desse mise-en-scène global precisa ser absorvido pelo cotidiano.

Se a cidade não incorporá-los, os equipamentos olímpicos se tornarão ruínas (vide Atenas). Quando a edificação perde a sua vitalidade, inevitavelmente geram-se resíduos: a obsolescência ou será da arquitetura como um todo, ou virá da desarticulação das partes convertidas em restos jogados ao relento, em um vagaroso processo de decomposição em algum canto do mundo. A segunda alternativa ao fracasso da arquitetura olímpica é fazê-la desaparecer; o que, a princípio, depende do nada pacífico (nem isento de custos) ato de demolir. Como dotar uma estrutura olímpica de uma razão de existência após a cerimônia de encerramento? Leia mais