Editorial: perdemos o timing

Assistimos ao maior fenômeno de empoderamento financeiro – mesmo que momentâneo e baseado em alicerces duvidosos – e desperdiçamos a oportunidade, como arquitetos, de criar algo novo, de fato, para a habitação de interesse social no Brasil

O professor e escritor indiano C. K. Prahalad, antes de lançar o livro A Riqueza na Base da Pirâmide, em 2003, concedeu entrevista à revista Exame. O pesquisador da Universidade de Michigan estudou 12 casos de empresas que obtiveram êxito nos negócios com o público que ele chamou de base da pirâmide. Dentre os objetos de análise, escolheu uma grande rede varejista de móveis e eletrodomésticos brasileira. Sobre a empresa, disse: “O fundador da companhia começou com a ideia de servir aos pobres. Estava à frente dos outros. Hoje, são mais de 300 lojas, que atendem a mais de 10 milhões de consumidores. A rede ajuda o consumidor a poupar e comprar. Também tem um sistema tecnológico sofisticado para apoiar o negócio”. Em seu livro, o pesquisador evidencia o papel importante, na economia brasileira, desse tipo de comércio e a relevância nas cifras totais do varejo do país. “Maior prova de que o consumidor de baixa renda valoriza marca é o caso dessa varejista, maior vendedora de produtos Sony no Brasil.” Com apelo aspiracional, a empresa tornou-se a maior do setor no país.

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Passado o turbulento 2015, as perspectivas para a economia brasileira em 2016 não são animadoras. O pessimismo dos empresários, a instabilidade política, o aumento da inflação e a retração econômica tendem a persistir ao longo do ano, deixando apenas para 2017 a retomada do crescimento. Nesse contexto, revisar o planejamento do escritório, considerando o cenário adverso, torna-se crucial para garantir a sustentabilidade do negócio. Leia mais