Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Apesar da recente onda de projetos de interiores corporativos voltados para a diversão e para a descontração, há empresas que continuam apostando em espaços cuja prioridade é refletir valores como produtividade e confiabilidade. É o caso da Diebold, especializada em serviços para automação bancária e comercial, que acaba de implantar sua nova sede em quatro andares de um edifício localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo, com lajes de 1.000 m².

Concebida pela Ufficcio Arquitetura e Engenharia, a proposta arquitetônica explorou as cores e a linguagem visual atreladas à identidade visual da empresa para demarcar os diferentes setores do escritório, que conta com recepção, salas de reunião e diretoria, bancadas de trabalho, showroom e cafés. O projeto de luminotecnia, assinado e executado pela LabLuz, oferece soluções pensadas para as necessidades específicas de cada área, além de colaborar a fim de que o ambiente corporativo, como um todo, possa ser vivenciado por funcionários e clientes como uma fonte de acolhimento e conforto – sensações muitas vezes inexistentes em instituições desta natureza.

Leia mais

Com uma variedade cada vez maior, os pisos para espaços corporativos precisam atender a algumas exigências, a fim de simplificar a manutenção e evitar problemas de acústica e desgaste

Com uma variedade cada vez maior, os pisos para espaços corporativos precisam atender a algumas exigências, a fim de simplificar a manutenção e evitar problemas de acústica e desgaste

Aspectos como intensidade de circulação de pessoas, rotina de limpeza e perfil da empresa não são os únicos fatores essenciais para acertar na escolha do piso do escritório. ‘Em obras corporativas é comum ter uma parte da infraestrutura de dados, elétrica e hidráulica passando pelo piso. Por isso, dependendo do material escolhido, você acaba inviabilizando a manutenção e o acesso a essas infraestruturas’, alerta o arquiteto Bruno Moraes. Seguindo essa orientação, vale tomar a decisão certa no início do projeto, por causa dessas interferências, o que ajuda a definir como serão passadas as infraestruturas e onde serão as áreas molhadas, molháveis e secas.

Espaços corporativos requerem flexibilidade, já que a dinâmica de mudança da estrutura da empresa é constante, seja por crescimento, seja por diminuição do número de colaboradores ou mudanças estruturais. ‘Nesse caso, o piso escolhido deve levar em conta essa dinâmica’, comenta a arquiteta Marcia Sakima, da Ufficcio Arquitetura e Engenharia, que enumerou outros pontos importantes:

Leia mais

Como o mobiliário corporativo vem acompanhando a evolução da forma de trabalhar

Como o mobiliário corporativo vem acompanhando a evolução da forma de trabalhar

Quais as principais mudanças nos escritórios ao longo do tempo?
ANA CRISTINA TAVARES –
 Aproximadamente, de 20 anos para cá, estamos vivendo uma transformação comportamental muito significativa. E isso se verifica, inclusive, nos meios profissionais, enquanto as pessoas estão trabalhando. Essa nova dinâmica de trabalho influencia diretamente na maneira como as pessoas se relacionam com o espaço corporativo. As grandes incorporações, que até pouco tempo apostavam em ambientes mais formais, estão se reorganizando e tentando entender o que está acontecendo no mundo, refletindo essa quebra de estereótipos no perfil de seus escritórios a fim de não perder mercado.
TERESA RICCETTI – O escritório mudou para proporcionar a integração entre os funcionários de todas as hierarquias. Esse próprio modelo de hierarquia sofreu mudanças severas e continua em constante mudança. Nasceram novos organogramas, e o espaço, assim como o mobiliário, deve acompanhar esse novo perfil de quadro de funcionários. Exigências antes focadas nas questões ergonômicas extrapolam hoje aspectos normativos e dimensionais debate para preocupações mais subjetivas, e não menos importantes, como o bem-estar das pessoas, o conforto ambiental e a saúde psicológica e emocional dos funcionários.
CIBELE TARALLI – É curioso observar que, em meio a essas mudanças no perfil das próprias empresas, vivemos o ápice da revolução dos meios digitais e eletrônicos, que funcionam como combustível para essa adaptação dos espaços. Em alguns setores a mudança ocorre de forma mais rápida, em outros não. Nas áreas em que há os conhecimentos segmentados, como a medicina e o direito, isso acontece de forma mais lenta, ao contrário de áreas mais dinâmicas, como as ligadas à comunicação ou publicidade. Olhamos, hoje em dia, muito mais para as atividades e para o ser humano.

Leia mais

Editorial: espaços de trabalho

O quanto a produtividade de uma empresa está relacionada ao layout de seu espaço de trabalho? Por essa questão começam os projetos de interiores corporativos e é essa a pergunta que guia pesquisadores das principais empresas de mobiliário na hora de lançar seu próximo produto. Entender como são as relações de trabalho hoje é imperativo para saber que tipo de mobiliário é necessário produzir – e isso não significa apenas pensar em um novo modelo de estação de trabalho, significa criar novos conceitos.

Designers e a equipe de marketing da Shaw Contract Group reuniram jornalistas na sua sede em Cartersville, nos Estados Unidos. Na mesa, perguntas sobre os projetos de interiores corporativos pelo mundo: acabou a era do escritório-brincadeira com mesas de pingue-pongue? Open space tem futuro? Escritórios de advocacia serão sempre ambientes sérios? Muitas dessas questões são difíceis de prever, mas diante das rápidas mudanças em cenários econômicos ou de tecnologia, há um caminho certo: é preciso oferecer soluções flexíveis. Seja para aumentar ou diminuir o staff, seja na diversidade de usos de um mobiliário. As principais empresas na área de interiores corporativos estão seguindo essa ideia e mostraram na Neocon, feira realizada em Chicago de 13 a 15 de junho, soluções que integram funcionários, lhes dão oportunidade de personalizar seu espaço e de também compartilhá-lo. Alguns desses sistemas estão na reportagem sobre a feira publicada nesta edição.

Leia mais

Rede Arquitetos projeta agência de publicidade com programa divido em dois grandes setores e espaços integrados, em Fortaleza

Rede Arquitetos projeta agência de publicidade com programa divido em dois grandes setores e espaços integrados, em Fortaleza

O mar da praia de Iracema, em Fortaleza, foi a fonte de inspiração para a equipe de criação da Verve Comunicação, uma agência de publicidade da cidade. Instalada em um edifício comercial, a empresa ocupa uma área de 160 m², originalmente destinada a seis salas. A arquitetura de interiores ficou a cargo do escritório Rede Arquitetos, que se encarregou do projeto de ordenação dos espaços de trabalho.

O programa exigiu a definição de dois grandes setores. Um deles é composto por ilhas de criação integradas e flexíveis, ocupando a parte frontal do salão, marcada por grandes janelas com vista para a praia. Esse espaço livre de barreiras visuais, ideal para o convívio e a interação dos funcionários, é demarcado apenas pelo mobiliário. Assim, é possível fazer alterações de layout a qualquer tempo. O outro setor, que exigia mais privacidade, é formado por estações fixas, e constitui-se de salas reservadas como de reuniões, da diretoria, do financeiro e de brainstorm, visualmente integradas às ilhas de criação graças às divisórias de vidro com persianas. No centro da agência fica a sala de TI, que alimenta toda a agência e é dotada de backup, exigindo refrigeração 24 horas por dia. As extremidades são reservadas às áreas de apoio como recepção e copa.

Leia mais

BBVA Bancomer, na Cidade do México: edifício corporativo assinado por Richard Rogers (RSH+P) e Legorreta + Legorreta

BBVA Bancomer, na Cidade do México: edifício corporativo assinado por Richard Rogers (RSH+P) e Legorreta + Legorreta

A nova sede do banco BBVA Bancomer afirma-se como um marco na paisagem da Cidade do México. O projeto, com 188.777 m² em um terreno de 6.620 m², elaborado pelo escritório de Richard Rogers, RSH+P, em parceria com os mexicanos Legorreta + Legorreta, está localizado na avenida Paseo Reforma aos pés do Bosque de Chapultepec – um dos pontos mais valorizados da cidade.

A implantação do conjunto é concisa: na esquina do Paseo Reforma com a Calle Lieja, é disposta uma torre de 50 andares (a área para escritório soma 78.800 m²), de matriz geométrica quadrada com duas quinas chanfradas, de maneira a criar visuais alinhadas a eixos da malha urbana; ao lado desta, no Paseo Reforma, é locado um volume de 12 andares em formato curvo; e adjacente à torre na Calle Lieja, há um prisma regular, também de 12 pavimentos.

Leia mais