Ampliação do hotel Tierra Chiloé, do Mobil Arquitectos, camufla prédio na ilha chilena

Ampliação do hotel Tierra Chiloé, do Mobil Arquitectos, camufla prédio na ilha chilena

O grupo de hotéis Tierra (Patagônia, Atacama e Chiloé) tem como uma de suas marcas a arquitetura adaptada  às técnicas locais e o mimetismo da implantação ao cenário natural de cada um dos ecossistemas nos  quais as unidades foram construídas. Recentemente, o Tierra Chiloé — que passou por ampliação que dobrou a capacidade de 12 para 24 apartamentos — foi destacado pela
Condé Nast Traveler Hot List, na lista de Travel + Leisure e em Fodor’s 100, surpreendendo por sua arquitetura vanguardista, que resgata, segundo o jure, a identidade do arquipélago de Chiloé. Além de um grande número de ilhas de menor tamanho, a região, situada ao sul do Chile, compreende a Ilha Grande de Chiloé, a quinta maior da América do Sul (depois da Terra do Fogo e as ilhas brasileiras de Marajó, Bananal e Tupinambarana).

O arquipélago tem uma população de cerca de 150 mil pessoas, e uma superfície de 9.181 km².

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Com estrutura metálica e concreto armado, Shieh Arquitetos Associados assina projeto de nova sede de indústria em Vinhedo

Com estrutura metálica e concreto armado, Shieh Arquitetos Associados assina projeto de nova sede de indústria em Vinhedo

O escritório Shieh Arquitetos Associados assina o projeto na nova sede da B&F Dias, empresa de sistemas de aeração por ar difuso, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A implantação da nova sede teve o cuidado de preservar a mata existente em um terreno de 29.000 m² e respeitar os limites da Área de Preservação Permanente (APP) referente ao Rio Capivari, que passa pelo local.

O centro funciona como uma recepção aos visitantes, onde há uma introdução à empresa B&F Dias e informativos sobre a preservação ambiental no empreendimento. Com estrutura metálica e aproveitando o desnível do terreno criou-se um volume puro que parece pousar sobre a base, avançando em um balanço de cinco metros. O balanço é possibilitado por um par de grandes treliças metálicas, com altura equivalente ao edifício, que marcam a fachada, criando uma área de sombra para um pequeno estacionamento.

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Leo Romano explora a plasticidade do concreto armado para criar casa de formas ousadas e espaços interligados em Goiânia

Leo Romano explora a plasticidade do concreto armado para criar casa de formas ousadas e espaços interligados em Goiânia

Ao projetar a Casa da Escalada, em Goiânia (GO), Leo Romano explorou as potencialidades plásticas do concreto armado para criar uma residência de “espírito livre”, com espaços sociais interligados e descontraídos, conectados à varanda e ao jardim. O caráter escultural de elementos como pilares e laje e a relação de “simbiose” que a residência tem com a topografia e a paisagem remetem ao moderno brasileiro e às casas de Oscar Niemeyer, que serviram de inspiração para Romano criar a Casa da Escalada.

A implantação em “L” decorre da junção de dois volumes arquitetônicos arrojados, dentre eles o prisma retangular que parece alçar voo no terreno em declive, apoiado em dois pilares em “Y”. A solução estrutural lembra os apoios em “V” de clássicos da arquitetura moderna brasileira, como o MAC-USP, de Oscar forma quanto nas vantagens trazidas, sendo a principal delas a liberação do térreo para múltiplos usos.

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Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Conquistar grandes vãos ou balanços com uma estrutura esguia fica bem mais fácil quando se trabalha com estruturas metálicas. Lançar mão desta técnica, no entanto, está longe de ser algo bem difundido no país. Seja pela viabilidade econômica, seja pelas limitações que a técnica impõe por conta do uso de mão de obra especializada, a estrutura metálica ainda tem espaço a conquistar por aqui. Fato é que seções de viga de concreto, mesmo protendido, acima dos 50 centímetros, dificultam a finalização da obra. Como a estrutura geralmente não é evidenciada nesses casos, gera a necessidade de instalação de forro e, com isso, perda de pé-direito.

Trabalhar com metal exige diversos cuidados, desde o revestimento adequado das peças para garantir durabilidade até a conexão de vigas e pilares com as demais estruturas, geralmente construídas em concreto armado, principalmente de fundações ou barreiras de contenção. De acordo com o grau de intemperismo a que estiver sujeita a estrutura – isso inclui peças externas e internas e varia de acordo com a região onde estiver – a estrutura deve receber um tipo de revestimento.

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A racionalidade construtiva na biblioteca da PUC-Campinas, de Piratininga Arquitetos

A racionalidade construtiva na biblioteca da PUC-Campinas, de Piratininga Arquitetos

A RACIONALIDADE CONSTRUTIVA NA BIBLIOTECA DA PUC-CAMPINAS

A rigorosa racionalidade, deduzida de exigências de contrato sobre exiguidade de prazos e custos, ordena o projeto da biblioteca da PUC de Campinas.

A solução plástica, fundada na forma pura, pode ser decantada em um volume tripartido: dois paralelepípedos fechados, que abrigam o espaço do acervo, rasgados pela transparência do volume central que concentra acessos, serviços, circulações verticais, iluminação e ventilação naturais. Do ponto de vista da percepção dos espaços internos, entretanto, há total integração, devido à transparência dos elementos estruturais, aos vazios centrais e à ausência de vedações.

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Residência projetada por José Cubilla em Assunção, no Paraguai, aposta na simplicidade estrutural e na clareza dos materiais empregados

Residência projetada por José Cubilla em Assunção, no Paraguai, aposta na simplicidade estrutural e na clareza dos materiais empregados

A residência situada em São Bernardinho, a 50 km de Assunção, nos demonstra a maturidade de projeto em que José Cubilla, dentro de uma geração singular de profissionais paraguaios em atividade, destaca-se por variada pesquisa em soluções construtivas. Ao lado dos paraguaios Javier Corvalán, Luis Alberto Elgue, Sergio Fannego e Solano Benitez, Cubilla demonstra as experiências em materiais e estrutura realizadas nos últimos 15 anos, unindo a tradição expressionista do modernismo na América espanhola com as tensões plásticas da estrutura de concreto armado, cuja principal fonte se apresenta nas obras da fase brutalista de Le Corbusier, e nas obras de Vilanova Artigas e de Paulo Mendes da Rocha.

O apelido dado à residência, Duas Vigas, demonstra esse interesse pela síntese da estrutura. Tal como a residência La Vivienda, projetada pelo arquiteto na mesma região de São Bernardino entre 2004 e 2005, na qual apenas uma laje e uma viga se destacam, neste novo projeto o mote mais uma vez é pela simplicidade da solução estrutural, com a clareza dos materiais como a expressividade do tijolo, constantemente presente na arquitetura paraguaia. Mas enquanto vemos a exploração da materialidade do tijolo levada ao máximo na hipérbole de Solano Benitez, podemos ver, tanto em Cubilla quanto em Corvalán, a investigação de fontes externas ao vocabulário local, trazendo mais riqueza ao cenário da arquitetura paraguaia. Leia mais