A parte Norte do Complexo Olímpico Deodoro – com canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike – passa a ser o segundo maior parque da cidade, atrás apenas do Aterro do Flamengo

A parte Norte do Complexo Olímpico Deodoro – com canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike – passa a ser o segundo maior parque da cidade, atrás apenas do Aterro do Flamengo

“Da celebração efêmera ao desfrute do cotidiano.” O motto proferido por Héctor Vigliecca sintetiza o intuito central dos arquitetos no Parque Radical, trecho norte do Complexo Olímpico de Deodoro. Envolto em bairros com os menores Índices de Desenvolvimento Humano do Rio de Janeiro e extremamente carentes de serviços públicos, não seria cabível que o custoso investimento fosse destinado exclusivamente às semanas da Olimpíada e da Paralimpíada. O destino do projeto não pode se limitar ao usufruto dos competidores e espectadores que vêm de longe, mas deve contemplar igualmente a população das cercanias que passará a ter acesso livre ao novo segundo maior parque da cidade – atrás apenas do Aterro do Flamengo. O Parque Radical dá uma inédita perspectiva de lazer e atendimento social a moradores da zona Oeste carioca e da Baixada Fluminense.

Selecionado por um concurso público internacional em 2013, o projeto do consórcio capitaneado pelo escritório Vigliecca & Associados reúne diversos equipamentos esportivos da Olimpíada de 2016. A parte sul da área militar de Deodoro – sítio onde se implanta o Complexo Olímpico – é destinada ao Centro de Hipismo. Na zona central, são implantados a Arena da Juventude, o Centro de Tiro, o Estádio de Deodoro e o Centro de Hóquei sobre Grama. É na parcela mais ao norte que se concentram os esportes radicais do programa olímpico: canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike. Leia mais