Como especificar forros em ambientes corporativos

Como especificar forros em ambientes corporativos

Optar pelo melhor forro em um ambiente corporativo exige uma análise global do projeto, do conceito até a finalidade de cada ambiente. “É preciso levar em conta o tipo de empresa, quantidade de funcionários, se o ambiente é barulhento, o tipo de iluminação e até o tipo de sistema de ar-condicionado”, enumera Fernando Figoli, do escritório Figoli-Ravecca. Isso porque o forro perpassa uma série de características do projeto, técnicas e estéticas. Resistência ao fogo, a fungos e a bactérias, bom desempenho acústico e facilidade de instalação e integração com outros elementos da obra também integram a lista de itens que devem ser analisados.

Os critérios são numerosos, mas as alternativas também. Hoje o profissional tem à disposição uma gama de materiais, acabamentos, texturas e tipos de borda. Em termos de popularidade, os forros modulares removíveis de fibra mineral, metálicos e de lã mineral (de vidro ou de rocha) são os mais utilizados em ambientes corporativos, listam os arquitetos. Isso porque os modelos garantem melhor integração com as instalações elétricas, são mais práticos de instalar, de desmontar e de manter e apresentam boa resistência à umidade e ao fogo. Os forros modulares dominam a maioria dos espaços, geralmente na modulação de 62,5 cm x 62,5 cm ou 62,5 cm x 125 cm. Já os forros monolíticos são mais raros em ambientes corporativos, ficando restritos a salas pequenas, banheiros e sancas, onde normalmente se aplica o gesso acartonado.

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Como especificar elevadores de passageiros

Como especificar elevadores de passageiros

A elaboração de um projeto de arquitetura encontra na especificação de elevadores de passageiros uma etapa que quase sempre requer o auxílio técnico de uma equipe complementar, seja de engenheiros civis, seja dos próprios fabricantes de elevadores, tanto em obras residenciais quanto comerciais. Com a disponibilidade de tecnologias que estão em constante evolução, além da ajuda de consultores, o arquiteto deve estar atento a uma série de detalhes para que a escolha do modelo seja a mais indicada para seu projeto, dentro dos parâmetros de custo e benefício disponíveis no mercado. É importante avaliar a disposição dos carros e sua influência nos corredores e acessos, a tipologia de projeto, os recursos disponíveis, a eficiência energética, as leis e as normas vigentes. Para isso, é necessário considerar se haverá uma casa de máquinas, qual será a quantidade de elevadores, a capacidade de cada carro, a velocidade desejada e o tipo de comando, além dos acabamentos internos como paredes, espelhos e pisos.

Moacyr Motta Filho, engenheiro e diretor da Empro, empresa especializada em comércio e engenharia de transporte vertical, explica que entre as tecnologias disponíveis no mercado, o que há de mais moderno envolve a não necessidade de casa de máquinas, além de alimentação em corrente alternada com inversores de tensão e frequência, de máquinas de tração direta, de regeneração de energia, e de motores com ímã permanente. Tudo isso resulta em maior conforto e, principalmente, eficiência energética. Moacyr lembra ainda que no caso de edifícios comerciais de escritórios de grande porte, há também o sistema de antecipação de chamadas, em que a destinação é indicada no pavimento, propiciando um recurso a mais na logística de atendimento dos elevadores.

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Debate: conforto termoacústico em residências

Debate: conforto termoacústico em residências

Um projeto de arquitetura pode se valer de uma série de recursos para prover melhor conforto aos moradores de uma residência. Há desde aquelas mais elementares, como a implantação que considere a incidência do sol e a ventilação cruzada, até as que envolvem a instalação de algum produto ou sistema, como forros minerais, drywall com isolantes, portas e janelas acústicas, entre outros.

O que define o tipo de ação a adotar são, basicamente, a necessidade do usuário, as características do imóvel e o orçamento disponível. “O primeiro cuidado é buscar o equilíbrio. Isso porque a solução que apresenta bom resultado térmico dificilmente atenderá às necessidades acústicas, e vice-versa”, alerta o físico Marcelo de Mello Aquilino, pesquisador do Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade de Edifícios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT). Ele lembra que a especificação de uma solução térmica ou acústica deve levar em conta uma série de outras condicionantes, como o comportamento ao fogo. Leia mais

Como especificar ambientes corporativos

Como especificar ambientes corporativos

Criar estratégias para valorizar e reter talentos dentro das empresas tem sido um dos aspectos mais desafiadores dos novos projetos corporativos. Mais do que garantir conforto e produtividade, é preciso seduzir os profissionais com espaços de trabalho cada vez mais flexíveis, integrados e humanizados.

“Depois da era do trabalho remoto, em home offices, agora é a vez de retornar a escritórios mais inspiradores e integradores”, observa Miguel Cañas Martins, sócio do escritório catarinense Metroquadrado Arquitetura. Leia mais