Designer norueguês que participou de residência artística em São Paulo revela sua coleção de mobiliário

Designer norueguês que participou de residência artística em São Paulo revela sua coleção de mobiliário

O artista norte-americano Richard Artschwager (1923-2013) disse certa vez: “Se você se senta nela, então é uma cadeira. Mas se você anda ao redor e olha para ela, então é uma escultura”. A afirmação também se aplica ao trabalho do artista norueguês baseado na Dinamarca Magnus Pettersen. Ele esteve no Brasil entre janeiro e março deste ano a convite do re.de.sign, um programa de residência artística idealizado pelo arquiteto Bruno Simões para atrair jovens designers internacionais ao País. Apropriando-se da linguagem arquitetônica, Pettersen explora as qualidades do concreto como matéria-prima e segue uma fórmula de repetições geométricas para criar esculturas cujo aparente rigor minimalista só é interrompido por intervenções coloridas dispostas sobre a superfície de cimento. São justamente essas misturas cromáticas de resultado imprevisível que tornam cada peça única. Deste processo criativo surgem mesas, cadeiras, mancebos e esculturas.

É nesse ponto que a experiência em São Paulo causou uma profunda transformação em sua obra – à brutalidade do concreto se associaram cores ainda mais fortes e desgovernadas enquanto formas orgânicas em aço surgiram de orifícios na estrutura. Nosso tropicalismo e joie de vivre causaram um evidente impacto na mentalidade nórdica do rapaz. As novas peças são reflexo direto da experiência numa cidade caótica e de contrastes onde, sob o horizonte de concreto, pessoas de todos os tipos circulam por calçadas irregulares que mudam a todo instante de cor e textura enquanto árvores rompem ruas e muros numa espécie de batalha por espaço.

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