Ampliação do hotel Tierra Chiloé, do Mobil Arquitectos, camufla prédio na ilha chilena

Ampliação do hotel Tierra Chiloé, do Mobil Arquitectos, camufla prédio na ilha chilena

O grupo de hotéis Tierra (Patagônia, Atacama e Chiloé) tem como uma de suas marcas a arquitetura adaptada  às técnicas locais e o mimetismo da implantação ao cenário natural de cada um dos ecossistemas nos  quais as unidades foram construídas. Recentemente, o Tierra Chiloé — que passou por ampliação que dobrou a capacidade de 12 para 24 apartamentos — foi destacado pela
Condé Nast Traveler Hot List, na lista de Travel + Leisure e em Fodor’s 100, surpreendendo por sua arquitetura vanguardista, que resgata, segundo o jure, a identidade do arquipélago de Chiloé. Além de um grande número de ilhas de menor tamanho, a região, situada ao sul do Chile, compreende a Ilha Grande de Chiloé, a quinta maior da América do Sul (depois da Terra do Fogo e as ilhas brasileiras de Marajó, Bananal e Tupinambarana).

O arquipélago tem uma população de cerca de 150 mil pessoas, e uma superfície de 9.181 km².

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Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

A entrada acanhada da construção encravada na encosta esconde o verdadeiro tesouro do Hotel Antumalal: a vista panorâmica para o Lago Villarica. De cara, as referências à arquitetura moderna de Frank Lloyd Wright se mostram evidentes, com as cores primárias pronunciadas, caixilharia generosa e mobiliário moderno 100% em harmonia com as linhas paralelas do edifício. Com capacidade de receber até 50 hóspedes, vanguardista no conceito de hotel boutique, Antumalal significa, em mapudungun (idioma da população local, os mapuches), “onde se aconchega o sol”.

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Projeto chileno usa grelha geométrica em madeira para criar residência que tem como ponto central uma rampa de skate com vista para o mar

Projeto chileno usa grelha geométrica em madeira para criar residência que tem como ponto central uma rampa de skate com vista para o mar

O surfe e o skate guardam suas similitudes. Em ambos os esportes, o atleta utiliza pranchas que deslizam sobre superfícies curvilíneas – no primeiro caso, as ondas, e no segundo caso, as rampas. Movimentos e manobras de surfistas e skatistas também se assemelham: pulos, rotações, saltos, giros e cambalhotas para frente e para trás. Tais modalidades são, conjuntamente, a razão de existência da Casa Merello.

Curiosamente, o núcleo desta residência é uma rampa de skate. Foi implantada em frente ao oceano Pacífico, em uma praia chilena pouco habitada, mas reconhecida pelas ondas propícias à prática do surfe. Suas particularidades devem-se em grande medida ao perfil do morador: um surfista profissional, que compartilha seu tempo com a atividade de cineasta e cujo desejo era fazer da pista de skate uma área de convivência e conversa com amigos.

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Em detalhes: Casa Merello, do WMR Arquitectos, Chile

Em detalhes: Casa Merello, do WMR Arquitectos, Chile

IMPLANTAÇÃO E CLIMA
A Casa Merello é uma residência à beira-mar em uma área de poucas ocupações, no vilarejo de Pichilemu, da região de Coquimbo, no Chile. A paisagem do entorno tem relevo natural de inclinação leve do nível do mar e ao longo do terreno. O chão rochoso e pedregoso apresenta vegetação escassa e rasteira, típica de deserto, com cactos e pequenos arbustos, dos quais o paisagismo da edificação tirou proveito com aplicação na cobertura e no jardim fronteiriço à praia.

A região tem ventos sul predominantes e é suscetível a tsunamis. As ondas gigantes levam à constante presença de surfistas que participam do ranking mundial, Big Wave Surfing League, como é o caso do proprietário da residência em estudo. A caracterização do clima da região indica um regime mediterrâneo, com invernos chuvosos e o restante do ano bastante seco. Os ventos são comuns o ano inteiro, sendo predominantemente sul (SSW) e noroeste (NW), com velocidades críticas e até perigosas. É comum a presença de neblina costeira. As temperaturas não costumam baixar de 0ºC. As faces norte e sul são respectivamente tratadas com fechamento de madeira (brises verticais) e de vidro fixo. Limita-se, assim, a vulnerabilidade dos ambientes quanto ao posicionamento do sol durante o ano e quanto ao regime de ventos.

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Quinta Monroy 12 anos depois: uma análise da habitação social de Alejandro Aravena

Quinta Monroy 12 anos depois: uma análise da habitação social de Alejandro Aravena

1 – Doze anos depois da entrega das casas, a maioria dos habitantes originais ainda permanece no bairro, ampliando a habitação social que receberam, como pretendia o projeto de Aravena – Quinta Monroy foi a primeira aplicação prática do sistema defendido pelo arquiteto, de construir metade da casa para que o morador a termine

Começa fevereiro, o verão avança e dona Praxedes Campos se prepara para percorrer, novamente, os 2,3 mil km que separam sua casa em Iquique da vila de Santa Bárbara, onde nasceu e acaba de passar suas férias. A parada de quatro dias em Santiago ajudou a diminuir a viagem, ver o médico que trata de suas lesões depois que foi atropelada – a recuperação vai bem – e também para fazer uma visita e cumprimentar pessoalmente “seu arquiteto”, que acabava de ser anunciado vencedor do Prêmio Pritzker 2016. Leia mais