Nova sede da Cetelem em Barueri, São Paulo, com projeto da Arealis

Nova sede da Cetelem em Barueri, São Paulo, com projeto da Arealis

A demanda da direção da Cetelem, instituição financeira do grupo francês BNP Paribas, aos arquitetos foi bem clara: para sua nova sede em Barueri, na Grande São Paulo, queria uma ocupação espacial diferente da que se vê normalmente nos escritórios bancários. A ideia era desconstruir o modelo padrão, de ambientes sempre compartimentados, rígidos, monocromáticos e impessoais. Os arquitetos teriam carta branca para apresentar propostas inovadoras, não apenas em relação a aspectos estéticos, mas também a novas soluções espaciais que poderiam mudar e melhorar a qualidade do trabalho na empresa. O programa era extenso e exigia salas para diretoria e gerência, salas de reunião de várias dimensões, espaços para trabalho em grupo, áreas de descompressão, cafeteria e outros serviços.

O arquiteto Enrico Benedetti, um dos diretores da Arealis, captou as preocupações do cliente e, logo na primeira reunião, seus croquis de sugestão foram aprovados. O desafio do projeto, de acordo com Enrico, foi desenvolver novos conceitos de organização espacial que privilegiam a integração e o trabalho em grupo. As soluções, segundo a direção da Cetelem, influenciaram positivamente a reorganização do trabalho do banco, agora mais fluido e produtivo.

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

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O projeto e o entorno
Quando cursava FAUUSP no fim da década de 1970, Guilherme Paoliello 1 se uniu a André Vainer e mais um grupo de amigos para fundar um escritório. Alguns se dispersaram durante o percurso, mas Guilherme e André seguiram trabalhando juntos por mais 30 anos, até que a dupla decidiu seguir caminhos separados. Desde 2009, Gui trabalha sozinho – hoje com mais dois colaboradores -, e diz não ter havido nenhuma mudança essencial em seu jeito de fazer arquitetura. O arquiteto, que é um dos fundadores da Escola da Cidade, não se considera um arquiteto estrela. “Não faço trabalhos espetaculares, mas acho que tenho uma coisa de propriedade, de projetos econômicos que têm uma adequação com o lugar, com a paisagem ou com o ambiente urbano em que está colocado”, diz. Hoje tem cerca de 350 projetos construídos, dos quais predomina a área residencial.

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