Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Peça integrante do acervo permanente do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), a Aeron Chair há muito ultrapassou a condição de objeto de mobiliário e atingiu o status de obra de arte. Criada pelos designers americanos Bill Stumpf e Don Chadwick, ela revolucionou o mercado quando foi lançada pela Herman Miller em 1994, em grande medida por não ter sido desenhada para agradar aos olhos, mas sim ao corpo. Não à toa, se tornou a cadeira de escritório mais famosa do mundo.

Desenvolver uma versão remasterizada desse clássico foi a missão abraçada pela Herman Miller nos últimos dois anos. O fato de a Aeron nunca ter perdido seu apelo comercial – ela continua sendo uma das cadeiras mais vendidas nos Estados Unidos, além de estar presente em mais de 130 países e de ser a escolha de um terço dos CEOs da lista das 100 melhores empresas da revista Fortune – se mostrou um desafio a mais: como melhorar um produto tão bem-sucedido e emblemático?

Leia mais

Designer norueguês que participou de residência artística em São Paulo revela sua coleção de mobiliário

Designer norueguês que participou de residência artística em São Paulo revela sua coleção de mobiliário

O artista norte-americano Richard Artschwager (1923-2013) disse certa vez: “Se você se senta nela, então é uma cadeira. Mas se você anda ao redor e olha para ela, então é uma escultura”. A afirmação também se aplica ao trabalho do artista norueguês baseado na Dinamarca Magnus Pettersen. Ele esteve no Brasil entre janeiro e março deste ano a convite do re.de.sign, um programa de residência artística idealizado pelo arquiteto Bruno Simões para atrair jovens designers internacionais ao País. Apropriando-se da linguagem arquitetônica, Pettersen explora as qualidades do concreto como matéria-prima e segue uma fórmula de repetições geométricas para criar esculturas cujo aparente rigor minimalista só é interrompido por intervenções coloridas dispostas sobre a superfície de cimento. São justamente essas misturas cromáticas de resultado imprevisível que tornam cada peça única. Deste processo criativo surgem mesas, cadeiras, mancebos e esculturas.

É nesse ponto que a experiência em São Paulo causou uma profunda transformação em sua obra – à brutalidade do concreto se associaram cores ainda mais fortes e desgovernadas enquanto formas orgânicas em aço surgiram de orifícios na estrutura. Nosso tropicalismo e joie de vivre causaram um evidente impacto na mentalidade nórdica do rapaz. As novas peças são reflexo direto da experiência numa cidade caótica e de contrastes onde, sob o horizonte de concreto, pessoas de todos os tipos circulam por calçadas irregulares que mudam a todo instante de cor e textura enquanto árvores rompem ruas e muros numa espécie de batalha por espaço.

Leia mais