Três projetos brasileiros são premiados no prêmio Prix Versailles 2018 para o continente americano

Três projetos brasileiros são premiados no prêmio Prix Versailles 2018 para o continente americano

Três projetos brasileiros foram premiados no Prix Versailles 2018 para as regiões Américas do Sul e Central e Caribe. A premiação é concedida pela União Internacional dos Arquitetos (UIA) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com revestimento em madeira, a Japan House, em São Paulo, venceu na categoria Lojas Comerciais. O projeto do arquiteto Kengo Kuma, em parceria com o escritório paulistano FGMF Arquitetos, foi inaugurado no início de maio, na Avenida Paulista. As atrações vão desde um restaurante típico até um espaço para instalações e eventos, onde artistas e empresários japoneses poderão realizar reuniões, workshops, palestras e cursos.

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

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Martha Schwartz Partners
Paisagismo, urbanismo e arte – de preferência, aplicados em conjunto – formam o quadro de interesses do quarteto multidisciplinar à frente do Martha Schwartz Partners 1, com sedes em Londres, Nova York e Xangai. Na foto acima, os sócios, da esquerda para a direita: Markus Jatsch, arquiteto e urbanista; Martha Schwartz, paisagista; Charlotte Wilberfource, especialista em marketing, e Eike Selby, que atua como gestor do negócio. De acordo com Markus Jatsch, o principal diferencial do grupo é a capacidade de total imersão no universo dos clientes: “Nós não temos um estilo próprio. Aqui, nos esforçamos para ter uma ideia completamente diferente para cada projeto”.

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Ganho urbanístico: projeto do Bloco Arquitetos abre as fachadas de restaurante em Brasília

Ganho urbanístico: projeto do Bloco Arquitetos abre as fachadas de restaurante em Brasília

Cosmopolita e contemporânea. Com essas palavras, o chef André Castro descreveu duas qualidades centrais de sua cozinha que precisavam ser expressas pelo projeto de arquitetura de seu restaurante em Brasília, o Authoral. E, para garantir que a essência de seu trabalho pudesse, de fato, inspirar o desenho do espaço, fez questão de cozinhar para os projetistas do Bloco Arquitetos antes mesmo de começarem a falar sobre ambientes e materiais.

O chef logo apresentou, também, alguns dos elementos que já havia elencado para materializar seu restaurante. Assim, peças cerâmicas sem verniz, pratos de pedra, cestas marajoaras e artefatos de bambu e papelão – além da ausência de toalhas de mesa ou guardanapos de pano – trouxeram à tona outras características de sua cozinha que deveriam informar o projeto arquitetônico: a pluralidade de referências, a informalidade e, sobretudo, a verdade dos materiais.

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

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Como um quebra-cabeça

Paula Otto (direita) 1 havia acabado de se graduar pela UFRGS quando começou a trabalhar com o casal de arquitetos Eduardo (centro) e Elen Maurmann (esquerda) em 2010. Eles se impressionaram com o trabalho final da recém-formada e decidiram convidá-la para se juntar a eles e criar o Arquitetura Nacional, com base em Porto Alegre. “A ideia é que todo mundo se envolva um pouquinho em tudo”, diz Paula. O grupo cresceu e hoje conta com dez pessoas além de Otto, cachorro mascote do escritório. O objetivo do Arquitetura Nacional é fazer uma arquitetura contemporânea e atemporal a partir do encaixe de elementos. Tentam evitar modismos e buscam olhar para o passado como inspiração. Também tiram proveito do contemporâneo: recorrem a softwares para passar mais tempo projetando do que produzindo gráficos. Apesar de a equipe gostar de projetar casas e interiores, está hoje focada em prédios residenciais e comerciais que se diferenciem ao máximo uns dos outros.

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Equipe do Bloco Arquitetos projeta Clube em Alphaville de Volta Redonda, RJ, com estrutura metálica

Equipe do Bloco Arquitetos projeta Clube em Alphaville de Volta Redonda, RJ, com estrutura metálica

Apesar de situado a meros 15 minutos do centro da cidade, o novo condomínio residencial Alphaville de Volta Redonda, RJ, encontra-se entre montanhas praticamente livres de interferências edificadas. O projeto de urbanização reservou, como de costume, as porções menos acidentadas para os lotes residenciais e, para a área de lazer e convívio entre os moradores, disponibilizou um terreno no limite da gleba, mais inclinado, com um desnível total de mais de 15 m. “As dificuldades podem ser benéficas para os projetos”, adianta Daniel Mangabeira, sócio do Bloco Arquitetos, escritório brasiliense responsável pelo projeto do clube do condomínio.

O terreno do clube faceia um vale ladeado por morros que se estendem rumo ao horizonte. Valorizar a paisagem passou a ser um dos pontos de partida na definição do partido arquitetônico. Com o intuito de manter a vista tão livre quanto possível, a equipe projetista optou por fazer uma construção transparente: um longo bloco linear com as vedações predominantemente de vidro. Assim, a vista por sobre o vale pode ser usufruída tanto por quem está dentro do edifício quanto por quem está fora dele.

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