Casa Arca faz uso da montagem e encaixe de elementos metálicos por meio de parafusos em operações realizadas no solo

Casa Arca faz uso da montagem e encaixe de elementos metálicos por meio de parafusos em operações realizadas no solo

IMPLANTAÇÃO

A edificação está localizada a 10 km da charmosa cidade colonial de Paraty, em um loteamento junto à Rodovia RJ 165 e à divisa do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O clima é tropical litorâneo úmido com verão quente entre 23ºC a 38ºC, com chuva abundante e pancadas de chuva rápidas no meio da tarde. O inverno é de temperaturas amenas, entre 12ºC e 27ºC, com chuvas de frequência moderada. Trata- -se de um ambiente de alta preservação natural de Mata Atlântica, com topografia e geologia mesosserrana, recursos hídricos abundantes, potáveis e advindos de nascentes em área de preservação permanente, e paisagens e vegetação naturais.

FORMA E CONCEITOS

A casa referencial desta edificação é a oca xinguana. Para os índios construtores Asurini, do Médio Xingu, ela é comparada ao corpo humano e se configura pela busca de forma de menor impacto. Para que a oca permaneça em pé e em equilíbrio, é preciso ter bons pés plantados no chão – forma e atributo de estabilidade da edificação projetada, com arcos metálicos de estabilização e apoiados. A oca é construída com uma porta principal voltada para a aldeia e outra secundária, voltada aos serviços. São paralelas entre si e localizadas em faces opostas. Há um elemento vertical vazado que parte do fechamento superior da cobertura e é destinado a liberar a fumaça interior. De maneira similar, a Casa Arca utilizou exaustores circulares passivos.

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