Dois projetos construídos em madeira vencem o Prêmio Ibramem/AMATA

Dois projetos construídos em madeira vencem o Prêmio Ibramem/AMATA

Foram anunciados no final de março os vencedores do Prêmio Ibramem/AMATA de Arquitetura em Madeira 2018, que visa incentivar a utilização do material na construção civil respeitando sua linguagem e enquadramento dentro dos princípios da sustentabilidade. A iniciativa é voltada para estudantes e profissionais das áreas de engenharia e arquitetura e urbanismo de todos os países da América Latina.

Na categoria para profissionais, os ganhadores foram o projeto Moradas Infantis, dos escritórios Rosenbaum e Aleph Zero, e a Casa na Montanha, de Gui Paoliello Arquiteto. Já a categoria para estudantes foi vencida por Daniela Moro e Gabriel Hildebrand Tomich, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

O Perini Business Park e o Join.Valle, programa da prefeitura de Joinville voltado à nova gestão do espaço urbano, lançaram um concurso público para o projeto arquitetônico do Ágora Tech Park, que será implantado na cidade catarinense. O polo tecnológico poderá sediar diferentes tipos de empreendimentos, como startups, empresas de tecnologia, laboratórios, centros de pesquisa e demais atividades relacionadas à tecnologia e inovação.

A competição, aberta a escritórios de todo o Brasil, tem o apoio da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (AsBEA-SC). O desafio é desenvolver um projeto para a ocupação da área de 70 mil m² do parque tecnológico, além do estudo completo para a construção do primeiro prédio do complexo, com cerca de 4 mil m².

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Concurso do Projetar.org vai premiar projetos de estudantes de arquitetura para motel urbano

Concurso do Projetar.org vai premiar projetos de estudantes de arquitetura para motel urbano

O portal Projetar.org lançou na última semana seu 25º concurso para estudantes de arquitetura, cujo tema é a criação de um motel urbano na zona Sul do Rio de Janeiro. O edifício deve dialogar com a cidade e ter um design focado no entretenimento dos seus hóspedes.

De acordo com a organização da competição, o motel, surgido no Japão há cerca de 400 anos, é um formato de hospedagem que movimenta R$ 4 bilhões por ano no Brasil e representa aproximadamente 25% das hospedagens nas capitais do país.

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Divisórias translúcidas e cores sóbrias dão seriedade e amplitude à empresa de investimentos de 45 metros quadrados

Divisórias translúcidas e cores sóbrias dão seriedade e amplitude à empresa de investimentos de 45 metros quadrados

Um ambiente minimalista com o essencial. Essa foi a encomenda dos sócios do HP Invest aos arquitetos Nadja Bonan, Mauricio Ruoppoli. “Esteticamente, o projeto deveria seguir uma linha industrial que transmitisse um aspecto tecnológico e contemporâneo”, conta Mauricio.

Para a dupla de profissionais, que atuam ao lado do designer e curador de arte Flávio Franzosi, um dos principais desafios no decorrer do projeto foi atribuir as características de seriedade e confiança da empresa aos ambientes, essenciais do segmento de investimentos financeiros. “Para destacar a sobriedade da empresa utilizamos cores escuras e neutras, criamos uma iluminação direcionada-nos pontos necessários”, conta Nadja. “Desta forma, criamos um espaço com transparência e sobriedade”, completa Maurício. Para enfatizar a transparência da empresa, as divisórias entre os ambientes são de vidro.

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José Roberto Geraldine Júnior,  presidente do CAU-SP, fala com exclusividade para a aU sobre o momento atual da entidade, o ensino da arquitetura no Brasil e os efeitos da crise política no setor.

José Roberto Geraldine Júnior, presidente do CAU-SP, fala com exclusividade para a aU sobre o momento atual da entidade, o ensino da arquitetura no Brasil e os efeitos da crise política no setor.

Formado pelo Centro Universitário Moura Lacerda (1989-1994), o novo Presidente do CAU/SP é Mestre em Urbanismo pela PUC-Campinas (2000) e Doutor em Planejamento Urbano e Regional pela FAU-USP (2006). Atuou como docente e coordenador de curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo. Foi Presidente da AsBEA em dois mandatos (2003/2005- 2005/2007) e, nos últimos seis anos, cumpriu mandato como conselheiro federal representante das Instituições de Ensino Superior e coordenador da Comissão Ensino e Formação do CAU/BR. “Sempre dividi de forma equilibrada minhas atividades entre a atuação junto às entidades, o universo acadêmico e a prática profissional como urbanista”. Geraldine recebeu a equipe da aU na sede da entidade e falou sobre as conquistas do CAU-BR nesses 5 anos de profícua trajetória.

O CAU, em 5 anos de história, firmou-se como instrumento indispensável para a valorização do arquiteto no Brasil. Como você avalia o desempenho da entidade desde a sua fundação?

Acompanhei de perto o desenvolvimento do CAU-BR. Cumpri dois mandatos como conselheiro federal e participei ativamente da pré-implantação da entidade, inclusive durante a transição do Confea/Crea para o que temos hoje. 2011 foi um ano em que os colegas das entidades nacionais contribuíram muito para o desenho do que seria o CAU-BR de hoje. O SICCAU (Sistema de Informação e Comunicação do CAU), base que entrou em funcionamento em 22 de dezembro de 2011, foi construído, pensado e estruturado, ao longo de 2011. Entrou no ar para que no início de 2012 os arquitetos não tivessem nenhum tipo de apagão. Foi uma peça-chave para a estruturação do conselho. Ao longo desses 5 anos, presenciamos a criação de uma série de normativas e resoluções para poder organizar os trabalhos do conselho. Somos uma autarquia federal em defesa da sociedade. Estabelecemos parcerias com as entidades nacionais que compõem o nosso colegiado, como a União Internacional dos Arquitetos, e conselhos de outros países. Em 2013, recebemos num seminário em Brasília comitivas de diversas partes do mundo para discutir as boas práticas internacionais de nossa profissão. Promovemos uma série de outras ações, de campanhas de valorização da profissão, conscientização da importância do arquiteto para a sociedade. Essa primeira fase do CAU-BR foi de construção de base sólida para que a entidade possa se desenvolver e avançar. Tudo isso, tendo como pano de fundo um período de instabilidade política e de recessão, que impactaram a construção civil, e por consequência a nossa categoria. Trabalhamos para o desenvolvimento da profissão com ações no âmbito parlamentar. A cada dia, assistimos a tentativas de dividir as nossas atribuições e diminuir o poder de ação dos arquitetos. Isso coloca em risco a sociedade. Recebemos muitas demandas, constantemente solicitações dos municípios para indicação de representantes nos conselhos municipais, entidades e câmaras que pedem manifestação do CAU sobre os projetos de lei. Essa é uma das provas de que que a primeira fase do conselho teve êxito. É importante deixar registrado que o CAU ganhou alguns importantes prêmios de gestão ao longo dessa trajetória. O CAU é sempre citado como referência de gestão pelo Tribunal de Contas da União. Isso tem um peso em termos de transparência.

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Arquiteto esquece que é artista

Arquiteto esquece que é artista

Todos os anos, com a realização da mostra de decoração CasaCor, a mídia se volta para a arquitetura e o design de interiores. Contudo, o volume de informações, matérias, editoriais, posts e reposts sobre os projetos e suas características, questionamentos e julgamentos sobre originalidade e sobre os profissionais envolvidos não é proporcional ao conhecimento que se tem ou se difunde a respeito da proteção autoral na arquitetura.

Este desconhecimento, que é grande até mesmo entre profissionais atuantes em direitos autorais, é majoritário entre estranhos ao meio jurídico. Não há no setor uma predominância da formalidade, e muitos serviços são realizados sem que haja qualquer contrato por escrito.

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