Arquiteta especialista em BIM fala sobre a difusão da técnica no Brasil em relação a outros países

Arquiteta especialista em BIM fala sobre a difusão da técnica no Brasil em relação a outros países

A arquiteta Denise Aurora iniciou sua vida profissional no setor de construção civil em 1998, quando concluiu o curso técnico em edificações no Cefet-MG. Produziu e participou de diversos projetos arquitetônicos (hotéis, empresas, escolas, institucionais, comerciais, residenciais), design de interiores, projetos executivos, entre outras atuações relacionadas à sua formação. Dedica-se ao gerenciamento de projetos na arquitetura. Em 2013, foi membro da Chicago Architecture Foundation, experiência que lhe permitiu observar uma nova cultura relativa à arquitetura em seus diversos âmbitos – produção, experimentação, valorização. Participou da Design Thinking Experience (Design Echos-SP) e cursou o Modern Building Design (University of Bath). Graduada em 2005 pela Universidade Fumec, em Belo Horizonte, Denise é especialista em BIM e coordenadora do Grupo de Trabalho BIM da AsBEA-MG. Gerenciamento de Projetos pela Fundação Dom Cabral.

O BIM para desenvolvimento de projetos de arquitetura já é realidade amplamente difundida no Brasil?
Em 2006, em nosso escritório começamos a busca por algum software que otimizasse os processos de criação, análise e respostas às equipes complementares de desenvolvimento de projeto. Não sabíamos, mas estávamos em busca do BIM. Ao longo desses anos, os desafios de implantá-lo foram muitos. Havia pouca informação disponível, carência de treinamentos nos softwares especializados ou de cursos de capacitação disponíveis. Tudo progrediu muito de lá para cá. Pouco difundida no país, a tecnologia BIM aplicada à arquitetura ainda está restrita a um grupo pequeno de profissionais. E muitos dos que usam têm uma visão limitada e enxergam a ferramenta como um meio, e não como um fim para a inovação na construção civil.

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Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

O Perini Business Park e o Join.Valle, programa da prefeitura de Joinville voltado à nova gestão do espaço urbano, lançaram um concurso público para o projeto arquitetônico do Ágora Tech Park, que será implantado na cidade catarinense. O polo tecnológico poderá sediar diferentes tipos de empreendimentos, como startups, empresas de tecnologia, laboratórios, centros de pesquisa e demais atividades relacionadas à tecnologia e inovação.

A competição, aberta a escritórios de todo o Brasil, tem o apoio da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (AsBEA-SC). O desafio é desenvolver um projeto para a ocupação da área de 70 mil m² do parque tecnológico, além do estudo completo para a construção do primeiro prédio do complexo, com cerca de 4 mil m².

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Editorial: a lógica da compensação

GUSTAVO CURCIO

Tem 17 anos a Lei Federal no 9.985/2000, que determina, nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, ao empreendedor a obrigação de apoiar a implantação e a manutenção de Unidade de Conservação do Grupo de Proteção Integral, ou, no caso do empreendimento afetar uma Unidade de Conservação específica ou sua zona de amortecimento, ela deverá ser uma das beneficiárias da compensação ambiental, mesmo que não pertença ao Grupo de Proteção Integral. Como numa balança, empreendimentos de grandes proporções devem “devolver” ao meio ambiente o “estrago” que fizeram.

A verdade é que o bom projeto arquitetônico, paisagístico ou urbanístico não depende da Lei da Compensação Ambiental para apresentar como solução um conjunto equilibrado e coerente. Estamos na contramão do bom senso. Se a lógica é compensar, deveríamos, então, devolver às cidades todo o impacto retroativo das construções de antes da Lei da Compensação.

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