Arquitetura de escola em São Paulo foi pautada pela proposta pedagógica: a franca relação entre interior e exterior e a oferta de ambientes dinâmicos e estimulantes no coração do projeto

Arquitetura de escola em São Paulo foi pautada pela proposta pedagógica: a franca relação entre interior e exterior e a oferta de ambientes dinâmicos e estimulantes no coração do projeto

Como pensar arquitetonicamente uma escola que não deseja se prender a suas paredes e lousas? Partindo dessa reflexão, a educadora Gisela Wajskop delineou as bases do que seria o espaço ideal para abrigar a Escola do Bairro, um centro de educação infantil e fundamental I (do 1o ao 5o ano) norteado por um intenso diálogo de culturas – a familiar, a infantil, a local e a comunitária.

O local escolhido para acolher a instituição foi um simpático sobradinho de estilo eclético construído entre as décadas de 1940 e 1950, na Vila Mariana, em São Paulo. “Considerando que um ambiente guarda rastros que revelam como as pessoas ali viviam e se relacionavam, decidimos respeitar as marcas históricas do prédio, mantendo e recuperando muitos dos elementos originais. Para as crianças, é também uma forma de aprender com a vida real e a memória”, conta Gisela. Coube ao arquiteto Gabriel Grinspum, do escritório Agrau, criar um projeto que adaptasse o imóvel às necessidades do uso escolar e, ao mesmo tempo, traduzisse em linguagem arquitetônica todos os detalhes da proposta pedagógica desenvolvida pela educadora. Leia mais

Tijolos são empregados na estrutura da casa e deixados aparentes, oferecendo identidade, conforto térmico e contraposição a materiais menos robustos, como o metal

Tijolos são empregados na estrutura da casa e deixados aparentes, oferecendo identidade, conforto térmico e contraposição a materiais menos robustos, como o metal

O tijolo é um dos materiais construtivos mais tradicionais e fundamentais de que se tem conhecimento. Muitos são os mestres que ensinaram aos arquitetos o uso deste elemento. Rogelio Salmona (1929-2007) e Eladio Dieste (1917-2000), por meio de seus legados de importância e reconhecimento mundiais, são arquitetos cujas obras se tornaram emblemáticos da plasticidade do tijolo à vista em diversificados projetos.

O partido do projeto torna-se praticamente indissociável de sua materialidade. Não conseguimos observar as Torres del Parque (Colombia, arq. Rogelio Salmona, 1970) e imaginá-las de outra cor inseridas naquela paisagem nem mesmo lembrar da Igreja de Jesus Obrero (Uruguai, arq. Eladio Dieste, 1967) e imaginá-la de outro material. São projetos cuja expressividade depende fundamentalmente do elemento que os constitui, o tijolo.

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Casa Mipibu, de Terra e Tuma Arquitetos Associados, em São Paulo

Casa Mipibu, de Terra e Tuma Arquitetos Associados, em São Paulo

Mipibu é uma palavra tupi que significa surgir subitamente, e é também o nome da rua na Vila Ipojuca, em São Paulo, onde esta casa foi construída – no lugar de uma casa térrea antiga, que exigiria muitas transformações em uma reforma. O projeto é dos arquitetos do Terra e Tuma, que propuseram aos clientes construir dois andares. “Quase todos os vizinhos do outro lado da rua já tinham subido em altura, o vizinho de frente estava em obras. É uma questão de tempo: todos irão querer explorar ao máximo o potencial construtivo da região”, conta Pedro Tuma, sócio do escritório.

O programa da casa era simples, pensado para um casal jovem com um filho. Três dormitórios, sala, cozinha e escritório. Na laje, churrasqueira e horta. De diferente, ou específico, havia a vontade dos usuários de que o escritório ficasse junto com a cozinha. “Eles, que passam boa parte do tempo que estão em casa na cozinha, acabavam usando a mesa da comida como mesa de trabalho”, conta Pedro. Para resolver esse problema, os arquitetos pensaram em um espaço para a bancada de trabalho dentro do ambiente da cozinha, mas separado do espaço da mesa de jantar.

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