Architectare usa pedras da região e estrutura metálica para criar casa-pavilhão de 30 m2

Architectare usa pedras da região e estrutura metálica para criar casa-pavilhão de 30 m2

O pavilhão permanente é uma das mais consolidadas tipologias do mundo contemporâneo. Em geral pequeno, com usos otimizados e estrutura concisa, este programa já foi trabalhado com diversas feições por vários escritórios brasileiros nos últimos 20 anos. O escritório carioca Architectare, formado por Flávia Quintanilha e Rodrigo Fernandes, assina a sua versão de um pequeno volume rodeado pela mata atlântica da serra de Petrópolis num condomínio fechado em Itaipava. Contando apenas com um ambiente de vivência e um pequeno apoio de copa e sanitário, a edificação coloca-se como recanto para um escritor.

À primeira vista, chama a atenção as duas paredes de pedra dispostas quase paralelamente. Elas organizam todo o espaço da composição e resolvem a proporção do edifício como um prisma irregular de aproximadamente 9 m por 3 m, em uma sucessão longitudinal dos programas: um sanitário na ponta voltada para a face norte, copa, dormitório e a varanda que se abre para a face sul. Implantado um pouco abaixo da via, um pequeno caminho rampado leva ao acesso, feito pela lateral de uma das empenas. Um rasgo completo de piso ao teto dá espaço a uma porta feita de aço cortén, marcada por uma marquise de vidro no alto e uma fina plataforma de concreto armado para ajustar a entrada ao nível da casa, que nesta parte fica um pouco elevada do terreno. Leia mais