Residência de descanso em Itatiba, interior de São Paulo, aproveita topografia do lote em proposta geométrica de implantação e projeto que privilegia a entrada da iluminação natural

Residência de descanso em Itatiba, interior de São Paulo, aproveita topografia do lote em proposta geométrica de implantação e projeto que privilegia a entrada da iluminação natural

A cobertura de madeira sobre o volume que integra estar e uma ampla cozinha americana parece flutuar sobre as paredes brancas. As tesouras de madeira, no perímetro da construção fechadas com vidro, tocam a superfície dos planos verticais em pontos específicos e são as responsáveis pela leveza da estrutura. A caixilharia branca de perfis esguios se abre para o verde do lote em desnível, localizado no interior de São Paulo, em Itatiba, no chamado Circuito das Frutas.

A residência foi construída para um casal na faixa de 60 anos, com filhos grandes. Na maior parte das vezes, é utilizada somente nos finais de semana, apenas pelo casal. “Os clientes queriam uma casa térrea, onde os quartos fossem integrados com a área externa, mas que tivesse certo respiro em relação à área social da casa”, conta Felipe Rassini, autor do projeto.

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Perkins + Will constrói casa em volta de Flamboyant em São Paulo

Perkins + Will constrói casa em volta de Flamboyant em São Paulo

A árvore Flamboyant tem origem da África e foi introduzida no Brasil no século 19. Ela se destaca pela beleza das flores vermelhas e apresenta variedades em tons mais claros. Pensando nisso, uma família paulistana contratou o escritório Perkins + Will para construir sua nova casa, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, de forma que o Flamboyant se tornasse a principal personagem do projeto.

O terreno de cerca de 1.000 m² escolhido pelos moradores tinha 50% da área ocupada por um jardim, incluindo a imponente árvore. Por isso, um projeto respeitando todas as condições naturais desse local foi um desafio.

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Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

“Dos 7,4 bilhões de pessoas que habitam nosso planeta hoje, 2 bilhões ainda são crianças com menos de 16 anos de idade. Nos próximos 16 anos, essas crianças de hoje vão requisitar casas, empregos e infraestrutura. Em 1930, a população mundial era de 2 bilhões de habitantes. Ou seja, em apenas 16 anos, teremos de construir o mundo de 1930.” Este é o resumo da ideia que norteou o arquiteto e engenheiro estrutural Werner Sobek na concepção da Aktivhaus, fruto de uma parceria profícua para o projeto de moradias na Alemanha entre o escritório do profissional e o Grupo Fischer, internacionalmente reconhecido pela excelência no desenvolvimento de componentes para a construção civil em todas as fases da obra, da fundação à decoração.

Considerando métodos tradicionais de construção, para suprir essa demanda de moradias seriam necessários 1 bilhão de toneladas de concreto e tijolos. Segundo Sobek, esse volume de material é impossível de ser produzido nesse espaço de tempo. Alinhados ao programa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, lançado pela ONU em 2015, Sobek e o professor Klaus Fischer desenvolveram juntos o projeto de uma moradia sustentável erguida para refugiados na cidade alemã de Winnenden. Os conceitos de economia, ecologia e desenvolvimento sustentável nortearam o desenho do projeto. “Construir o futuro requer inteligência para novos conceitos. Isso inclui o uso de materiais sustentáveis, com sistemas construtivos e de fixação alinhados com princípios econômicos de produção”, explica Mario Jaksic, da área de gerenciamento de produtos do Grupo Fischer.

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Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Este estudo tem o objetivo de alertar as autoridades competentes no sentido de se estabelecer condições seguras na construção de anteparos, em geral, em moradias de comunidades carentes distribuídas pelo Brasil afora. A inexistência desses anteparos causa uma morte a cada três dias por queda de pessoas de lajes. Busca-se apresentar uma altura segura para esses elementos em edificações tipo multifamiliares verticais em qualquer tipo de laje de cobertura, considerado áreas não habitáveis, que oferecem riscos iminentes de acidentes, envolvendo quedas de operários quando em serviços de manutenção, visitas de zeladores ou síndicos ou mesmo de engenheiros ou arquitetos que atuam na área de perícias, altura de guardas em escadas internas e externas, peitoris de vãos e guarda-corpo.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Atualmente há no Brasil 5.570 municípios – o Ministério das Cidades divulgou que até 2014 foram conveniados somente 979 contratos relacionados à Lei 11.888/2008, de Assistência Técnica em Habitações Sociais. Porém, 78% desses contratos foram cancelados antes mesmo de haver o primeiro repasse de verbas, incluindo entre os motivos problemas na apresentação dos projetos, além de muitas dessas prefeituras não terem demonstrado interesse, um dos fatores que levam à falta de assistência técnica nas comunidades carentes e que geram condições inseguras pela falta de um anteparo nas lajes de cobertura das moradias.

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Codhab-DF divulga os vencedores do Concurso Nacional de Habitação de Interesse Social

Codhab-DF divulga os vencedores do Concurso Nacional de Habitação de Interesse Social

A Companhia de Desenvolvimento Habitação do Distrito Federal (Codhab-DF) anunciou na última quinta-feira (17) os vencedores do Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura para Habitação de Interesse Social, que procurou reconhecer os melhores projetos de habitação unifamiliar econômica e casa sobreposta com um, dois e três dormitórios para execução no Distrito Federal.

A premiação selecionou três ganhadores por categoria, entre 88 projetos inscritos. As propostas dos escritórios L-adu | Laboratório de Arquitetura e Desenho Urbano, do Rio de Janeiro, Escritório Venturo + Line Studios + Zacon, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e Térreo Arquitetos, de Itapema, em Santa Catarina, ficaram com os primeiros lugares dos grupos 1, 2 e 3, respectivamente.

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Projeto Moradas Infantis, no Tocantins, vence 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura

Projeto Moradas Infantis, no Tocantins, vence 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura

O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel anunciaram na última quinta-feira (10) os vencedores do 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura. A solenidade ocorreu durante a abertura da exposição dos 10 finalistas da premiação, que segue em cartaz na sede do instituto em São Paulo até 17 de setembro.

Os escritórios Rosenbaum e Aleph Zero, representados pela arquiteta Adriana Benguela, foram os grandes vencedores com o projeto Moradas Infantis, em Formoso do Araguaia, no Tocantins. O trabalho foi desenvolvido em 2015 com o objetivo de criar habitação para crianças de 13 a 18 anos, adequando a arquitetura à cultura local indígena. Os arquitetos mantiveram a separação original de duas vilas, uma feminina e outra masculina, com 45 unidades com seis pessoas cada, preservando a qualidade de vida. O projeto desenvolvido na área de 23.344,17 m² conta com sala de TV, espaço para leitura, varandas, pátios e redários, entre outros equipamentos.

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