Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Desde o fim dos anos 1980, o poder público, a sociedade civil e os movimentos de moradia têm se dedicado a estudar e propor novas ideias para as áreas centrais da cidade, na tentativa de reverter o processo de deterioração de um patrimônio construído através de décadas e até de séculos da construção do território urbano.

No Brasil, a adoção do modelo modernista de produzir cidades resultou na implantação de moradias localizadas em bairros distantes da área central e da oferta de empregos. No dia a dia da cidade, o fluxo casa/trabalho/casa obrigou à construção de avenidas expressas, viadutos, passagens em nível, ou seja, toda uma infraestrutura que facilitasse o transporte dos trabalhadores com a rapidez demandada pelas tarefas diárias.

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Intervenções de Giancarlo De Carlo em Urbino, na Itália

GIANCARLO DE CARLO NA INAUGURAÇÃO DA FACULDADE DE ECONOMIA , URBINO (2000)

MÔNICA MASCARENHAS GRANER
Arquiteta, desenvolve projetos na área de arquitetura e urbanismo, com mestrado em Projeto de Arquitetura pela FAU-USP. Pesquisadora de espaços universitários contemporâneos e da obra de Giancarlo De Carlo, é membro da Fondazione Ca’Romanino

Este artigo apresenta o caráter multidisciplinar da obra de Giancarlo De Carlo, um dos arquitetos italianos mais importantes do século XX. Seu dinâmico percurso profissional, suas viagens, seus projetos e suas reflexões o colocam como figura particular do Movimento Moderno e da arquitetura contemporânea. O texto evidencia seu engajamento em defesa da cidade, considerada por ele o instrumento educativo mais importante no processo evolutivo da sociedade contemporânea. Tal perspectiva conduziu sua trajetória projetual, tornando a cidade histórica de Urbino, no centro-oeste da Itália, o seu mais importante e duradouro laboratório, no qual materializou hipóteses e as verificou por meio dos cenários de transformação da realidade. Um percurso por seus projetos mais significativos – Università degli Studi di Urbino, o Plano Regulador de Urbino e a residência Lívio Sichirollo (hoje, Fondazione Ca’Romanino) – comprova a essência e a atualidade de suas reflexões como contribuição para a arquitetura contemporânea.


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José e Francisco Nasser Hissa: sempre contemporâneos

POR RICARDO PAIVA
Arquiteto e urbanista pela UFC (1997), com mestrado (2005) e doutorado (2011) pela FAU-USP. É professor-adjunto do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design da UFC – PPGAU+D-UFC. Coordena o Laboratório de Crítica em Arquitetura, Urbanismo e Urbanização (LoCAU) do DAU-UFC. É pesquisador do Laboratório de Comércio e Cidade (Labcom) da FAU-USP

BEATRIZ DIÓGENES
Arquiteta e urbanista pela UFC (1978), com mestrado (2005) e doutorado (2012) pela FAU-USP. É professora-adjunta do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design da UFC – PPGAU+D-UFC. É pesquisadora do Laboratório de Crítica em Arquitetura, Urbanismo e Urbanização (LoCAU)


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O que algumas cidades estão fazendo para alcançar a mobilidade urbana sustentável

O que algumas cidades estão fazendo para alcançar a mobilidade urbana sustentável

MARCOS VINÍCIUS BIGOLIN
do curso de engenharia civil do Centro Universitário Univates, em Lajeado (RS)

LUÃ CARNEIRO
do curso de engenharia civil do Centro Universitário Univates, em Lajeado (RS)


INTRODUÇÃO

A implantação de medidas e procedimentos que contribuam para a sustentabilidade em áreas urbanas tem reforçado a preocupação com o desenvolvimento sustentável em diferentes setores. A mobilidade urbana sustentável tem relação com os transportes e se dá por meio de uma busca pelo melhor conceito de desenvolvimento sustentável, visando a estratégias dentro de uma visão conjunta das questões econômicas, sociais e ambientais. O presente artigo científico tem como objetivo principal fazer uma revisão sobre o tema, buscando todas as informações necessárias para que seja possível fazer uma avaliação sobre a questão da mobilidade urbana sustentável.

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Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Muito se discute sobre a casa popular na academia voltada ao estudo de design e arquitetura. Mas o que define uma casa como tal? Quais são as razões ou características que fazem de uma habitação uma casa popular? A definição mais comum transcende o significado básico encontrado nos dicionários para o termo popular: “Relativo ou pertencente ao povo. Que é usado ou comum entre o povo. Que é do agrado do povo”. (Aurélio, 2014) Mas o próprio dicionário traz como definição para o adjetivo o significado atrelado ao termo popular quando usado junto da casa: “Vulgar”. No Brasil, entende-se por casa popular a moradia de baixa renda. “Muitos são os nomes usados para designar essa forma de construção: casas domingueiras, casas de periferia, casas próprias autoconstruídas, casas de mutirão.” (Bonduki, 1998) Se popular é então, na essência, o relativo ao povo, tem-se, portanto, a casa da maioria, da maior faixa de renda brasileira, como objeto de análise. No contexto da década de 2000, com ênfase na política habitacional incentivada pelos governos Lula e Dilma, maioria significa Nova Classe Média (que será definida a seguir). Habitação popular é “a moradia proletária, ocupada pelos trabalhadores urbanos”. (Folz, 2003) Leia mais

Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini

Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini

O arquiteto e urbanista Carlos Bratke, responsável por criar os contornos futuristas e reluzentes das torres de aço e vidro da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, em São Paulo, morreu em 9 de janeiro de 2017, após um mal súbito. Ele tinha 74 anos e vinha de uma família dedicada à arquitetura. Filho do modernista Oswaldo Bratke (1907-1997), Carlos rompeu com a tradição do concreto e seguiu um estilo completamente distinto do trabalho de seu pai.

Nascido em São Paulo, em 20 de outubro de 1942, formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, em 1967, e fez pós-graduação em Planejamento e Evolução Urbana na Universidade de São Paulo (USP). Atuou como vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) de 1988 a 1989, e como presidente da entidade entre 1992 e 1993. Também foi diretor do Museu da Casa Brasileira (MCB) entre 1992 e 1995 e presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1999 a 2002. Leia mais