Notícias do mundo da arquitetura

Cobertura no Centro de São Paulo se transforma em restaurante

Praça da República, no 80. Este é o endereço do novo restaurante 1 aberto pelo chef francês e apresentador de televisão Olivier Anquier, que comanda uma turma de sócios franceses em seu novo empreendimento – o Esther Rooftop. Símbolo do processo de verticalização paulistana e marco na arquitetura moderna de São Paulo – além de passagem obrigatória para quem transita pela região do centro da cidade -, o Edifício Esther foi projetado por Vital Brazil e Adhemar Marinho (1936-1938). O que poucos sabiam até então é que o endereço esconde em sua cobertura uma das vistas mais belas da região.

Antiga residência de Anquier, a ideia nasceu dele e de seu irmão Pierre Anquier, que se aliaram ao chef e amigo Benoit Mathurin e ao empresário português Pedro Almeida, além de Pierre Colnet e Hadrien Lelong. Os dois últimos ainda assinam o projeto do design de mobiliário. Fundadores da Cremme, editora de móveis franco-brasileira focada no mercado residencial e corporativo, são deles os projetos de espaços como Casa do Porco, La Central e Jamile (do Chef Henrique Fogaça), entre outros.

Leo Feltran
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Com uso de materiais marcantes como aço, couro e pedra, as peças foram projetadas para compor um ambiente elegante e de personalidade. Tons leves, formas orgânicas, circulação fluída que respeita o ambiente interno e a paisagem externa são os responsáveis pelo clima intimista. Quem assina o projeto é o arquiteto Herbert Holdefer.

Nova loja da dpot tem projeto de Isay Weinfeld

Uma casa transparente e leve, de vidro, madeira e aço. Assim é o novo showroom da dpot 2 na alameda Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo – em um exuberante terreno de 1.500 m² com lago e jardim (a cargo de Rodrigo Oliveira). Mais do que apenas um espaço para exibir nomes famosos do design nacional, a loja idealizada por Isay Weinfeld pretende ser “um ponto turístico da cidade”, segundo a diretora Baba Vacaro, responsável pelo projeto ao lado do empresário Sergio Buchpiguel. “Levamos dois anos para construir o espaço”, completa.

Fernando Guerra
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Elegante, com um exuberante jardim que a abraça e que se abre generosamente para a cidade, o endereço atrai entusiastas da arquitetura contemporânea brasileira. Por ali desfilarão nomes consagrados no repertório do mobiliário nacional como Sergio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Ruy Ohtake e Claudia Moreira Salles, entre outros.

Com um portfólio de aproximadamente 500 produtos, o antigo espaço ficou pequeno para comportar uma linha tão extensa. “Sempre me acompanhou o desejo de ver uma coleção representativa da história do móvel brasileiro na casa das pessoas e não apenas em livros e acervos de museus”, afirma Baba Vacaro.

Designer Heloisa Crocco inspira edifício

Em busca de um mix de simplicidade e sofisticação, os arquitetos Márcio Carvalho e Ricardo Ruschel, da incorporadora Smart, de Porto Alegre, fizeram questão de contar com a colaboração da designer Heloísa Crocco ao conceber o empreendimento de alto padrão Iguaçu. As obras do edíficio lançado no mês passado, no ateliê da designer, começam em janeiro de 2017.

Cativados por seu trabalho em madeira, os arquitetos identificaram na obra de Heloisa a inspiração necessária para o projeto artístico do Iguaçu 3 , que já nasce com a missão de se tornar um ícone na paisagem local. O resultado dessa parceria poderá ser visto na fachada, em chapas metálicas com recortes e topomorfoses característicos do trabalho da artista.

Divulgação: Smart
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O desenvolvimento arquitetônico ficou a cargo do Studio Prudêncio, enquanto a estrutura é da STM Engenharia. Para o mobiliário das áreas externas a escolhida foi a Saccaro.

Ao descrever o processo de criação da Smart, Carvalho reforça o conceito de atemporalidade que procura imprimir nos projetos. “Acho que uma virtude desse trabalho é criar uma arquitetura que as outras gerações terão interesse em preservar”, afirmou.

O próximo empreendimento da dupla, na Rua Padre Cacique (bem próximo da Fundação Iberê Camargo), deve ser lançado no início do próximo ano e se chamará Acqua. “O desenho está tramitando na prefeitura há dois anos e meio, mas acreditamos que o lançamento deva acontecer em janeiro”, disse Carvalho.

Marcelo Scandaroli
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Paulo Mendes da Rocha recebe prêmio internacional

O arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha 4 está entre os vencedores do Premium Imperiale, considerado o Nobel das Artes japonês. A iniciativa, que acontece desde 1989 por intermédio da família imperial japonesa, está na 28a edição e concede a cada um dos agraciados a quantia de 146 mil dólares. O prêmio será entregue em cerimônia presidida pelo príncipe Hitachi, irmão mais novo do imperador Akihito, no dia 18 de outubro, em Tóquio.

Além do brasileiro, receberão a honraria o cineasta norte-americano Martin Scorsese, a fotógrafa norte-americana Cindy Sherman, a artista plástica francesa Annette Messager e o violinista letão Gidon Kremer.

Aos 87 anos, Paulo Mendes da Rocha é um dos arquitetos e urbanistas brasileiros mais reconhecidos do mundo. Formado em Arquitetura em 1954 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tem direcionado seu trabalho para o setor público, criando e dando forma a obras imponentes em uma mistura de concreto e aço. É ainda um dos dois únicos brasileiros a ter recebido o Prêmio Pritzker, o mais importante da arquitetura mundial. Antes dele, que foi agraciado em 2006, apenas Oscar Niemeyer havia levado o prêmio, em 1988.

Imagens: divulgação Pontifícia Universidade Católi
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Brasileiros recebem menção honrosa em concurso no Egito

Um grupo de arquitetos e alunos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, no interior de São Paulo, ficou em sexto lugar e recebeu menção honrosa no concurso internacional The Science City 5 , promovido pela Biblioteca de Alexandria, no Egito, em conjunto com a União Internacional de Arquitetos (UIA). A iniciativa visava a criação de projetos para um complexo localizado na Cidade 6 de Outubro, a oeste do Cairo. A ideia é promover o renascimento científico do país por meio do que deve se tornar o principal centro de ciência do Oriente Médio e da África.

O coletivo campineiro foi o único latino-americano entre os oito finalistas da competição, da qual participaram 349 arquitetos de 45 países. A equipe foi composta pelos ex-alunos Daniel Henrique Ribeiro, Guilherme Oliveira e Giliarde Silva, além de Lucas Moretti e Raissa Shizue, alunos do quarto ano do curso de Arquitetura. Eles contaram com o apoio do também estudante Gabriel Damasceno, da Faculdade de Jaguariúna, e do professor Joaquim Caetano de Lima Filho.

Foram sugeridos dois elementos: a Torre de Observação e o Campus de Ciência, ambos projetados para funcionar separadamente, mas mantendo ligação por meio de uma passarela elevada que os conecta. Segundo Lima Filho, o projeto buscou enaltecer a forma geométrica pura e fugir da lógica convencional de prédios desconexos baseados em polígonos. Por isto se divide em duas esferas: uma cúpula metálica que alude a uma esfera semienterrada, e outra parecendo um satélite, completamente exteriorizada.

A cúpula metálica, onde está o Campus de Ciência, é coberta por vidro fotovoltaico que propicia, simultaneamente, maior aproveitamento energético e iluminação natural, e seu interior é dividido por lâminas que permitem a ocupação flexível do espaço. Já o prédio da Torre de Observação e o Planetário, alocados na esfera de 45 m de altura, é caracterizado pelo uso público. Sua estrutura é feita de concreto e metal. Acima dos dois primeiros pavimentos está uma esfera de aço onde se situa o planetário.

Em primeiro lugar na competição ficou Westonwilliamson + Partners (Reino Unido); em segundo, Ngion Partnership (Malásia); em terceiro, Zaha Hadid Architects (Reino Unido); e em quarto, Gansam Architects & Partners Co. (Coreia do Sul). Eles receberam, respectivamente, prêmios nos valores de 110, 70, 40 e 20 mil dólares. As quatro menções honrosas receberam cinco mil dólares cada.

FAS Iluminação inaugura novo showroom com Ingo Maurer

Um dos lighting designers mais influentes da atualidade, o alemão Ingo Maurer 6 abriu em parceria com a FAS Iluminação, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no 413, aquele que é o único ponto de venda de sua marca, em escala global, a exibir todas as suas coleções. Com cerca de 1.000 m², o novo espaço 7 , que ocupa três pavimentos de um edifício preexistente foi inteiramente redesenhado por Maurer com o objetivo de oferecer condições ideais de apresentação de sua extensa linha de produtos.

Fotos: divulgação Ingo Maurer
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Admiradora confessa da obra de Maurer, a proprietária da marca, Arystela Rosa Paz, arrisca uma explicação sobre o fascínio despertado pelas luminárias que levam sua assinatura estejam elas onde estiverem. “Irreverente e provocativo, Maurer se permitiu ir além do senso comum, propondo uma percepção completamente nova, avessa a toda a monotonia pragmática do mercado de iluminação.”

Uma versão brasileira do lustre Porca Miséria 8 , formado por dezenas de cacos de louça em suspensão, foi produzida com exclusividade por Maurer para ser apresentada na inauguração da nova loja, que além das criações do designer pretende oferecer a seus clientes luminárias das marcas alemãs NEXT, Serien Lighting, ClassiCon e da Italiana Oty Light. O projeto arquitetônico é assinado por ele, juntamente com o escritório brasileiro Rizoma Arquitetura, e conta ainda com a produção do designer de interiores Ari Lyra.

Fotos: divulgação Ingo Maurer
7 e 8

Do alto de seus 84 anos, o alemão permanece como uma espécie de farol a apontar os caminhos da iluminação. Nascido em 1932, ao contrário do que possam sugerir suas criações, Maurer não estudou nem engenharia nem artes plásticas. Formado em tipografia, trabalhou por alguns anos na área de design gráfico, até que decidiu se transferir para os Estados Unidos e estagiou em Nova York e São Francisco. Seu retorno para a Europa só se deu em 1963, quando então resolveu se estabelecer na cidade de Munique, onde até hoje vive e comanda seu escritório de criação e showroom.

Gafisa Signature apresenta um ícone verde para São Paulo

Projetado pelo escritório Königsberger e Vannucchi Arquitetura e decorado pela arquiteta Zize Zink, a Gafisa Signature apresenta o MN15 Ibirapuera 9 . O empreendimento foi premiado pelo A’ Design Award & Competition, um dos mais importantes concursos internacionais de arquitetura, inovação e tecnologia do mundo, que acontece em Milão.

Com paisagismo assinado pelo escritório Burle Marx, o prédio de 15 unidades terá sinergia com os jardins de autoria homônima localizados no Parque Ibirapuera, seu vizinho. “Tentamos criar um edifício muito leve e elegante. Essa busca foi traduzida em jardins verticais sobrepostos, que flutuam no céu do Ibirapuera”, declara Gianfranco Vanucchi, arquiteto do escritório Königsberger e Vannucchi Arquitetura.

Divulgação: Gafisa
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As varandas recortadas abrigarão jardim, floreira e árvores escolhidas cuidadosamente. A irrigação será automatizada, realizada por meio de uma tubulação controlada pela central do condomínio. De acordo com Haruyoshi Ono, responsável pelo projeto de paisagismo do escritório Burle Marx, “as áreas verdes foram pensadas como espaços que pudessem abrigar de maneira agradável os moradores, permitindo contato com elementos naturais, como a vegetação e a água .”

Todas as frentes dos apartamentos serão viradas para o Parque Ibirapuera. As fachadas transparentes garantirão ótima luminosidade, que se estenderá ao interior dos apartamentos através das janelas com conceito endless view, com 100% de abertura. Os apartamentos terão metragens de 339 m², 341 m² e o dúplex com 500 m².