Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

Como um quebra-cabeça

Paula Otto (direita) 1 havia acabado de se graduar pela UFRGS quando começou a trabalhar com o casal de arquitetos Eduardo (centro) e Elen Maurmann (esquerda) em 2010. Eles se impressionaram com o trabalho final da recém-formada e decidiram convidá-la para se juntar a eles e criar o Arquitetura Nacional, com base em Porto Alegre. “A ideia é que todo mundo se envolva um pouquinho em tudo”, diz Paula. O grupo cresceu e hoje conta com dez pessoas além de Otto, cachorro mascote do escritório. O objetivo do Arquitetura Nacional é fazer uma arquitetura contemporânea e atemporal a partir do encaixe de elementos. Tentam evitar modismos e buscam olhar para o passado como inspiração. Também tiram proveito do contemporâneo: recorrem a softwares para passar mais tempo projetando do que produzindo gráficos. Apesar de a equipe gostar de projetar casas e interiores, está hoje focada em prédios residenciais e comerciais que se diferenciem ao máximo uns dos outros.

Marcelo Donadussi
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Inquietação criativa

Bernardo Richter, Pedro Amin Tavares e Fernando Caldeira de Lacerda (na ordem) 2eram colegas de PUC-PR antes de decidirem fundar o Arquea em 2008. Na ocasião, decidiram se unir formalmente para participar de um concurso para o Mercado Público de Blumenau. O trabalho começou improvisado e hoje, amadurecido em escritório, ocupa uma parte frontal da casa da avó de Pedro. Depois de experiências acadêmicas fora do País, cada um dos amigos se especializou em uma função. Pedro foi mais para a gestão de negócios, Fernando gosta muito de projetar e Bernardo tira partido de seu olhar mais detalhista, permitindo uma produção integrada e coletiva. A equipe, também formada por Helena Engelhardt, Guilherme Figueiredo (estagiário) e Priscila Vicentim, tem sido bastante procurada para projetos comerciais, e mantém uma boa relação com o escritório de Jaime Lerner, que os apadrinha em alguns dos projetos de cunho mais urbanístico.

Haruo Mikami
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Força candanga

Brasília tem uma influência bastante significativa sobre a atuação do trabalho dos arquitetos Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco (respectivamente) 3. Além de o plano diretor da cidade servir de inspiração para o nome do Bloco Arquitetos, o clima bastante seco e quente em grande parte do ano orienta as soluções arquitetônicas. “Bloco” também faz referência ao material de construção e à maneira coesa como a equipe gosta de trabalhar. Colegas de UnB, os três estagiaram no mesmo escritório e, desde então, atuam em conjunto. Em 2008, formalizaram o escritório, rebatizado seis anos depois diante do aumento da equipe de 12 pessoas e da oferta de um serviço mais completo que ultrapassava os limites do projeto. Além da associação com outros escritórios em grandes projetos, a maior parte dos trabalhos é voltada a residências, tanto casas quanto apartamentos.

Ivana Cornelsen
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IMAGENS 1 Marcelo Donadussi 2 Ivana Cornelsen 3 Haruo Mikami