Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

O projeto e o entorno
Quando cursava FAUUSP no fim da década de 1970, Guilherme Paoliello 1 se uniu a André Vainer e mais um grupo de amigos para fundar um escritório. Alguns se dispersaram durante o percurso, mas Guilherme e André seguiram trabalhando juntos por mais 30 anos, até que a dupla decidiu seguir caminhos separados. Desde 2009, Gui trabalha sozinho – hoje com mais dois colaboradores -, e diz não ter havido nenhuma mudança essencial em seu jeito de fazer arquitetura. O arquiteto, que é um dos fundadores da Escola da Cidade, não se considera um arquiteto estrela. “Não faço trabalhos espetaculares, mas acho que tenho uma coisa de propriedade, de projetos econômicos que têm uma adequação com o lugar, com a paisagem ou com o ambiente urbano em que está colocado”, diz. Hoje tem cerca de 350 projetos construídos, dos quais predomina a área residencial.

Foto: Ricardo Basseti
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Coletivo, diverso, ativo
Mesmo depois de terem fundado o Rede Arquitetos em 2011, os amigos Igor Ribeiro (à esquerda), Bruno Perdigão (ao centro) e Bruno Braga (à direita) 2 não quiseram abrir mão de práticas que ultrapassassem a arquitetura. O escritório, fundado em Fortaleza a partir de um grupo de estudos, manteve um pé na academia e organiza bienalmente desde que iniciou suas atividades o Fórum Jovens Arquitetos Latino-americanos (FJAL), que é também um meio de construir um cenário arquitetônico favorável fora da região Centro- -Sul do Brasil. A equipe diz buscar sempre uma prática coletiva, diversa e ativa, e tenta ao máximo tomar as decisões em conjunto, algo trazido desde os tempos em que estavam na Universidade Federal do Ceará.

Acervo pessoal
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Branco para clarear
Foi quando tinha aproximadamente 14 anos que o estadunidense Richard Meier 3 se descobriu apaixonado por arquitetura. “Quando meu pai me perguntava o que eu queria ser quando crescesse, eu dizia ‘quero ser um arquiteto'”. Além de preocupações ecológicas, uma das mudanças mais significativas que viu ao longo desses mais de 50 anos de atividade foi o advento do computador – Richard desenha à mão até hoje. Aos 81 anos, ainda busca participar de todos os projetos de seu escritório, e diz adorar fazer museus e prédios públicos. Sobre a cor branca, famosa em seus projetos, explica: “nós temos cores a todo nosso redor, e o branco nos permite apreciar isso”. Depois do Leblon Offices, apresentado nesta edição, diz querer voltar a trabalhar no Brasil. Trabalho, inclusive, é o que planeja para o futuro. “Trabalhar até quando puder e continuar a fazer os trabalhos de alta qualidade que fazemos.”

Foto: Silja Magg
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Interiores corporativos
Depois de ter sido fundada em Paris em 2002, o francês Jean François Imparato (à esquerda) decidiu expandir as atividades da Arealis para o Brasil. Com a ajuda de Enrico Benedetti (à direita) 4, arquiteto italiano que já vivia no País, a empresa começou a trabalhar em 2012 em território brasileiro com foco nas áreas corporativa, industrial e comercial. “Gostamos muito de estudar a identidade dos clientes e de fazer projetos bastante personalizados”, diz a equipe, que hoje conta também com a sócia Mariana Guedes (ao centro). Dentre todos os colaboradores há, além de arquitetos, engenheiros, designers e administradores. A Arealis Brasil atua em todas as etapas do trabalho, desde o processo executivo até a execução, com clientes que são majoritariamente multinacionais.

Foto: Maíra Acayaba
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