Notícias do mundo da arquitetura

Anunciados os finalistas do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel 2016

O Instituto Tomie Ohtake e a Akzo- Nobel anunciaram os dez finalistas selecionados pelo júri do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel 2016, idealizado com o intuito de evidenciar e discutir a produção arquitetônica contemporânea. A equipe de jurados é formada pelos arquitetos Daniel Corsi, Gianfranco Vannucchi e Priscyla Gomes, além do economista Carlos Vainer. Na edição, foram recebidas inscrições de 119 projetos, com aumento na quantidade de projetos de outras áreas que não a residencial (52%), como a institucional (16,8%) e a comercial (14,3%).

Os projetos selecionados participarão da exposição na sede do Instituto Tomie Ohtake, que acontece até o dia 7 de agosto. Na ocasião da abertura, serão anunciados os três vencedores, que serão premiados com viagens para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (1º lugar), para Varsóvia, na Polônia (2º lugar), e para Santiago, no Chile (3º lugar). Os projetos selecionados também serão reunidos em uma publicação.

Foto: Pedro Kok
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Foto: Marcelo Donadussi
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Foto: Nelson Kon
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Foto: Leonardo Finotti
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O prêmio é voltado a arquitetos brasileiros ou estrangeiros, que vivam no Brasil há pelo menos dois anos, com até 45 anos de idade e com projetos arquitetônicos construídos nos últimos oito anos. É valorizada a diversidade na expressão da arquitetura, e uma identidade na produção atual dos espaços construídos em âmbito nacional. Confira os projetos selecionados:
– Box House, em São Paulo (SP), de Yuri Vital Arquiteto;
– Casa de Meia Encosta 1, em São Francisco Xavier (SP), de Denis Joelsons;
– Casa Vila Matilde (AU 259), em São Paulo (SP), de Terra e Tuma Arquitetos Associados;
– Edifício Península 2, em Porto Alegre (RS), de Cantergiani+Kunze Arquitetos;
Galeria Maxita Yano – Claudia Andujar (AU 263), em Brumadinho (MG), de Arquitetos Associados;
– Ginásio do Colégio São Luís 3, em São Paulo (SP), de URDI Arquitetura;
– Parklets sp, em São Paulo (SP), de Guilherme Gambier Ortemblad;
– RB12 4 , no Rio de Janeiro (RJ), de Triptyque Architecture;
– Restauro do edifício sede do IAB-SP, em São Paulo (SP), de Oksman Arquitetos Associados;
– Tuju Restaurante, em São Paulo (SP), de Vapor 324.

Isay Weinfeld é escolhido para projetar novo restaurante Four Seasons, em Nova York

O arquiteto brasileiro Isay Weinfeld foi escolhido, por meio de um concurso fechado, para projetar o novo Four Seasons Restaurant em Nova York, nos Estados Unidos. O local é conhecido por amantes da arquitetura, já que a sua unidade original, aberta em 1959, foi projetada por Philip Johnson e Mies van der Rohe, além de ser decorada pela tapeçaria de Pablo Picasso para os Balés Russos.

Além da fama gastronômica e arquitetônica, o Four Seasons serviu de vitrine para obras de importantes artistas plásticos, como Andy Warhol, Joán Miró, Jackson Pollock, Frank Stella, Helen Frankenthaler e Robert Rauchenberg.

Esse tradicional endereço será fechado em julho, após o encerramento do contrato de locação do espaço. A nova unidade ficará a quatro quadras do antigo restaurante, na Park Avenue, e está prevista para ser aberta em 2017. Isay Weinfeld também será o responsável por todo o mobiliário, incluindo louças, uniformes dos garçons e comunicação visual.

Brasileiros projetam tendas para abrigar refugiados na Alemanha

Para ajudar a Alemanha a abrigar refugiados sírios, até então amparados em contêineres e tendas improvisadas em acampamentos espalhados pelo País, o empresário e filantropo alemão Philipp Schueller convidou o brasileiro Nelson Fiedler, presidente da Fiedler Tenso Estruturas e engenheiro especializado em estrutura tênsil, para projetar uma alternativa econômica e de fácil instalação para suprir as necessidades básicas de quem vive nesses campos.

Divulgação: Studio Papaya
Planta

Divulgação: Studio Papaya Divulgação: Studio Papaya

Divulgação: Studio Papaya
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Para isso, Nelson e Nicolas Fiedler, junto a um time de engenheiros e arquitetos, desenvolveram hubs 5 com isolamento térmico e acústico de 40 m de diâmetro e 7,6 m de altura do ponto central, a um custo de aproximadamente 1 milhão de reais, metade do que os alemães estavam investindo nas moradias. O modelo comporta até 130 pessoas e conta com uma sala para orações e espaços em comum para a socialização, cozinha, banheiro comunitário e quartos protegidos com lonas duplas.

O projeto é um protótipo, como lembra o coordenador científico Bruno Roberto Padovano, do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo (Nutau) da USP. Segundo Nicolas Fiedler, o projeto está em fase de aprovação de orçamento. Depois de dois protótipos, que devem ser construídos na USP, a iniciativa deve ser repassada ao governo alemão.

Do lado brasileiro, fazem parte da equipe de arquitetura Samuel Garcia e Délia Sloneanu, do Studio Papaya, que são também colaboradores no Nutau e do escritório Designers Arquitetos Urbanistas em rede (e-DAU), ambos gerenciados por Bruno. Além dos hubs para 130 pessoas, há um modelo que abriga até 300 refugiados em fase de estudo.

CAU/BR publica manifesto contra a PEC que “acaba com o licenciamento ambiental das obras públicas”

O CAU/BR publicou um manifesto contra a PEC 65, de autoria do senador Acir Gurgacz, de Rondônia, que tem como objetivo “assegurar a continuidade de obra pública após a concessão da licença ambiental”. Segundo o conselho, a medida, na prática, “acaba com o licenciamento ambiental para a realização de obras públicas no país”. O conselho ressalta ainda que a PEC é votada poucos meses após o rompimento das barragens da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais, e que a proposta é um desrespeito às vítimas do desastre.

O posicionamento é semelhante ao adotado pelo Ministério Público Federal (MPF) por meio de sua Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural. O MPF tem realizado campanhas nas redes sociais e audiências públicas para debater propostas referentes ao licenciamento ambiental, que estão em tramitação no Congresso Nacional, como a PLS nº 654/2015 e a PLC nº 3.729/2004. Também haverá a discussão da proposta de alteração das Resoluções 01/1986 e 237/1997, em tramitação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Estudante da PUC-Campinas vence concurso de ideias para projeto de novo pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza

O portal Projetar.org divulgou os vencedores do concurso de ideias voltado para estudantes de arquitetura com o objetivo de criar um novo pavilhão brasileiro para a Bienal de Veneza. O espaço deveria ser um símbolo nacional de fácil reconhecimento, tanto para estrangeiros quanto para brasileiros. Ao todo, 110 equipes participaram da competição.

Divulgação: Projetar.org
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primeiro lugar 6 ficou com o grupo PADPV, de José Henrique Carrari Filho, da PUC-Campinas. O projeto consiste em dois planos suspensos que definem o espaço de exposição. O pavilhão funciona como elemento articulador entre os espaços ao redor (os pavilhões de Veneza, Áustria e Grécia) e abre-se por completo, garantindo fluidez e confundindo os espaços entre o interno e o externo. A laje de 3,8 m de altura une o conjunto. Além de gerar abrigo, ela trava os planos laterais a 60 cm do chão.

O segundo colocado foi a equipe G4G4, composta por Pedro Cunha, Lucas Santos da Silva, Felipe Friedrich Stockler e Vinicius Fahrion Martini, do Centro Ritter dos Reis (Uniritter), de Porto Alegre. O terceiro lugar ficou com o grupo EMMC, formado pelos alunos Lucas Martins Cunha, Alessandra Musto e Vitor Martins Cunha, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. E foram consagrados com menções honrosas os projetos do grupo Iaguara, de Pedro Esteves Morgado da USP, e Mazal, de Leonardo Serrano Fuchs, Nathalie Ventura e Letícia Schultz, da UFRJ.

O júri foi integrado pelo idealizador do Projetar.org, Caio Smolarek Dias, por Adriano Bruno e por Pedro Varella. Os prêmios foram de 2,3 mil reais para o primeiro colocado, de 1,7 mil reais para o segundo e de 1 mil reais para o terceiro.

Projetos de arquitetura e urbanismo poderão participar do Pronac

A moção nº 10, que inclui a elaboração de projetos de arquitetura e urbanismo no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no mês de maio. A medida havia sido aprovada em janeiro deste ano, mas ainda precisava ser publicada para valer oficialmente.

A moção prevê que o projeto a ser incentivado deve ser fruto de processos de concurso, e que seus custos previstos devem incluir e descrever todas as etapas de organização e divulgação da competição e de seus resultados. Além disso, o profissional responsável deverá estar devidamente registrado no CAU de seu Estado.

O concurso deverá, ainda, prever etapa de exposição pública e edição de publicação dos concorrentes. Os trabalhos devem garantir a qualificação do espaço público.

O Pronac foi implementado pela Lei Rouanet (Lei 8.313/1991) e é constituído por três mecanismos de apoio: Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart), Fundo Nacional da Cultura (FNC) e Incentivo Fiscal. O Ficart, entretanto, ainda não foi implementado.

O FNC funciona de acordo com as normas de apoio a fundo perdido ou de empréstimos reembolsáveis, e tem prioridade para a realização de seleções públicas com comissões representativas. Já o Incentivo Fiscal estimula o apoio da iniciativa privada ao setor cultural por meio da captação de recursos junto a pessoas físicas pagadoras de IR ou de empresas tributadas no lucro real.