Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

OFICINA CONCEITO DE ARQUITETURA (OCA)
Escritório de arquitetura sediado em Porto Alegre (RS), o Oficina Conceito Arquitetura (OCA) conta com uma equipe de quatro arquitetos, todos formados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Daniel Dagort Billig, Guilherme Ferreira Nogueira, Maurício Ambrosi Rissinger e Tiago Scherer Fritzen. O quarteto atua na área de elaboração de projetos residenciais, comerciais e institucionais, tanto no campo da arquitetura civil quanto no da arquitetura de interiores. O nome escolhido resume a filosofia da equipe: enquanto a palavra “oficina” remete ao lado mais objetivo e concreto da arquitetura, o termo “conceito” ressalta a importância da dimensão subjetiva, responsável pela criatividade e inovação.

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Editorial: uma questão de equilíbrio

Gustavo Curcio

Ao longo de minha carreira, tive a honra de conviver com grandes mestres da arquitetura. Dentre eles, meu primeiro professor de projeto, Siegbert Zanettini. Pioneiro no emprego do aço como alternativa ao concreto armado, o arquiteto rompeu com a lógica do movimento moderno e desenvolveu, na unha, a tecnologia da construção metálica no país. Zanettini soube, com maestria, equacionar sua expressiva produção como arquiteto com seu profícuo trabalho na academia. Grandes arquitetos, salvo exceções, transitam bem entre a universidade e o escritório. Talvez daí venham a inventividade e a atualização constantes desses profissionais híbridos.

Encontrar Zanettini quase 15 anos depois de ser seu aluno foi uma lição de que se manter ativo é para poucos. No auge de sua produção e inventivo como de costume, o arquiteto reforçou ideias que há tempos são defendidas como modelo de ensino da arquitetura: a reaproximação com as engenharias e a interdisciplinaridade são as chaves para o êxito na profissão.

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Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

“Dos 7,4 bilhões de pessoas que habitam nosso planeta hoje, 2 bilhões ainda são crianças com menos de 16 anos de idade. Nos próximos 16 anos, essas crianças de hoje vão requisitar casas, empregos e infraestrutura. Em 1930, a população mundial era de 2 bilhões de habitantes. Ou seja, em apenas 16 anos, teremos de construir o mundo de 1930.” Este é o resumo da ideia que norteou o arquiteto e engenheiro estrutural Werner Sobek na concepção da Aktivhaus, fruto de uma parceria profícua para o projeto de moradias na Alemanha entre o escritório do profissional e o Grupo Fischer, internacionalmente reconhecido pela excelência no desenvolvimento de componentes para a construção civil em todas as fases da obra, da fundação à decoração.

Considerando métodos tradicionais de construção, para suprir essa demanda de moradias seriam necessários 1 bilhão de toneladas de concreto e tijolos. Segundo Sobek, esse volume de material é impossível de ser produzido nesse espaço de tempo. Alinhados ao programa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, lançado pela ONU em 2015, Sobek e o professor Klaus Fischer desenvolveram juntos o projeto de uma moradia sustentável erguida para refugiados na cidade alemã de Winnenden. Os conceitos de economia, ecologia e desenvolvimento sustentável nortearam o desenho do projeto. “Construir o futuro requer inteligência para novos conceitos. Isso inclui o uso de materiais sustentáveis, com sistemas construtivos e de fixação alinhados com princípios econômicos de produção”, explica Mario Jaksic, da área de gerenciamento de produtos do Grupo Fischer.

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