ABAP lança premiação para projetos de paisagismo feitos por recém-formados

ABAP lança premiação para projetos de paisagismo feitos por recém-formados

A Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) acaba de lançar o 1º Prêmio Rosa Kliass – Concurso Universitário Nacional de Paisagismo para graduados em arquitetura e urbanismo no ano de 2016. Em homenagem a arquiteta Rosa Kliass, uma das pioneiras na área, a premiação visa reconhecer os projetos de arquitetura paisagística desenvolvidos pelos recém-formados.

“É crescente o número de jovens arquitetos interessados em trabalhar com paisagismo. Como, no entanto, como nossas universidades têm pouco conteúdo a respeito, em especial as particulares, o prêmio busca estimular os alunos a elaborarem seus TFGs nessa área e contemplará não apenas os estudantes, mas também as escolas e os orientadores. Queremos divulgar os melhores exemplos dessa produção”, diz a presidente da ABAP, Nina Vaisman.

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Barbara del Curto, fala sobre a importância da parceria entre universidade e indústria para a pesquisa e a efetiva implementação de práticas inovadoras em processos de produção

Barbara del Curto, fala sobre a importância da parceria entre universidade e indústria para a pesquisa e a efetiva implementação de práticas inovadoras em processos de produção

Em 2000, a italiana Barbara del Curto, especialista em design industrial, conquistou seu master degree na prestigiada Scuola del Design do Politecnico di Milano com a dissertação “Materiali e Design, a Materials Library”. Desde então, a professora de fala pausada e olhar atento não esconde o orgulho ao discorrer sobre seu trabalho na materioteca do Polimi, que hoje conta com mais de 5 mil amostras, que contribuem para a pesquisa acadêmica e industrial.

Com o título de ph.D. em engenharia de materiais nas mãos, Barbara recebeu um convite para assumir o cargo de professora associada em ciência e tecnologia de materiais no Politecnico. Hoje, ela dirige o laboratório Materiali e Design, além de lecionar em disciplinas relacionadas à transferência de tecnologia de nanotecnologias, materiais tradicionais e funcionais para design, têxteis e arquitetura. “O designer tem um enorme campo de possibilidades, no qual a escolha dos materiais e a definição dos processos podem ser combinadas”, afirma.

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Incrustada na terra do cinema, a SCI-Arc, de Los Angeles, surgiu com a contracultura e permanece na vanguarda

Incrustada na terra do cinema, a SCI-Arc, de Los Angeles, surgiu com a contracultura e permanece na vanguarda

O cenário é de filme. Até porque estamos em Los Angeles. Entre galpões vazios, há um longo edifício com luzes que não cessam. É uma reencarnação perfeita do galpão decorado venturiano. Na frente dele, um outdoor anuncia o nome (quase) cinematográfico da instituição que abriga: SCI-Arc. O Southern California Institute of Architecture, ou Instituto de Arquitetura do Sul da Califórnia, é uma escola ímpar. A começar pelos diversos estúdios sem paredes que abrigam seus 500 estudantes.

O ponto de encontro é um vasto e iluminado corredor de 400 m que se conecta ao edifício principal. Ali, entre enormes desenhos impressos e ouvintes atentos de todo o mundo, acontecem os reviews, as bancas. Os alunos são convidados a apresentar suas propostas arquitetônicas para gente do naipe de Frank Gehry, Thom Mayne, Wolf Prix e Eric Owen Moss.

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Arquitetos do Metroquadrado projetam edifício de faculdade de arquitetura em Joinville, SC

Arquitetos do Metroquadrado projetam edifício de faculdade de arquitetura em Joinville, SC

O campus da Universidade Sociedade Educacional de Santa Catarina ocupa uma área de 63 mil m² na cidade de Joinville. Coube aos arquitetos do escritório catarinense Metroquadrado desenvolver o plano diretor urbano e viário da grande área, bem como o projeto da faculdade de arquitetura. Para desenvolver a construção de 3,7 mil m², os arquitetos se basearam no caráter industrial da cidade, e o resultado é urbano e contemporâneo. Apesar da ludicidade das cores vermelha e azul presentes na fachada, o projeto recorre a engenharias aparentes de lajes e instalações para compor um cenário didático a um edifício que se propõe a abrigar o ensino de arquitetura.

O volume possui planta em “L”: o centro articula auditório e circulação vertical, fincados no chão, enquanto as pernas formam dois blocos de três pavimentos suspensos por pilotis, de maneira a liberar uma grande área térrea revestida de granito e cimento queimado. As fachadas alternam composições com telhas metálicas tipo sanduíche, formando empenas cegas, e outras fachadas resolvidas com vidro laminado e alvenarias pintadas das cores da instituição de ensino. Leia mais

Juan Herreros: sobre o ensino, a prática e a cidade híbrida

Juan Herreros: sobre o ensino, a prática e a cidade híbrida

Costumeiramente, vê-se com bons olhos a presença de arquitetos da prática compondo a lista de membros do corpo docente de uma universidade. A priori, esta é a informação de grande valor para apresentar o arquiteto espanhol Juan Herreros, sócio-fundador do Estudio Herreros e professor das Universidades de Madri e de Columbia, em Nova York. A questãochave, no entanto, está presente na sua afirmação: “Os projetos dos meus alunos não se parecem com o que produzo no meu escritório”. A frase é tão óbvia quanto estranha para os corpos docentes de várias faculdades de arquitetura brasileiras. Para Juan, dar aulas não é doutrinar, não é a sobreposição do desenho do professor em cima do que é feito pelo aluno. O ensino é associado ao diálogo. Leia mais

Instituto de Arquitetura Avançada de Catalunha (Iaac), em Barcelona: as mais recentes tecnologias para criar as próximas megacidades

Instituto de Arquitetura Avançada de Catalunha (Iaac), em Barcelona: as mais recentes tecnologias para criar as próximas megacidades

Assim como a Nova York retratada por Woody Allen em Manhattan (1979), Barcelona é a colagem de muitas imagens – românica, pulsante, turística, metrópole-metáfora das transformações da cultura contemporânea. E um pouco mais. A cidade berço da vanguarda na Espanha continua com visões muito próprias do que é viver a contemporaneidade. É capaz de misturar, sem qualquer problema, seu passado romano com o até hoje contemporâneo plano Cerdà – que, a partir de 1855, derrubou muralhas e expandiu a área urbana de olho no futuro.

A cidade que no século 19 era conhecida como a Manchester do sul europeu, em virtude de seu portentoso parque industrial têxtil, passou, nas décadas antes da virada do milênio, a ter bairros industriais esvaziados e a ver sua economia migrando da produção de bens primários para os de serviços. Leia mais